Em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal, o ex-presidente Jair Bolsonaro esclareceu as circunstâncias envolvendo uma arma registrada em seu nome apreendida com um agente do Gabinete de Segurança Institucional durante uma blitz no DF. A defesa sustenta que o armamento estava regular e não houve intenção de desrespeitar qualquer regra legal.

A defesa, por meio do advogado Paulo Cunha Bueno, informou que Bolsonaro respondeu, em cerca de cinco minutos, às perguntas já encaminhadas pelo ministro Alexandre de Moraes. O depoimento ocorreu após o ex-chegar a uma oitiva presencial no condomínio onde cumpre prisão domiciliar humanitária.
Segundo a versão apresentada, a pistola pertence ao ex-presidente e permanecia na residência dele, já que não houve ordem de cancelamento ou entrega do armamento. A defesa afirma ainda que a arma foi levada a um integrante da equipe de segurança, um sargento do Exército, para verificar uma suposta falha mecânica identificada pelo próprio Bolsonaro e, se possível, reparar o defeito antes de devolver o equipamento ao local de custódia.
criminalmente acromático foi o termo usado pela defesa para caracterizar o episódio, que, segundo eles, não envolveu qualquer intenção de descumprir determinações legais. A defesa afirmou ainda que não houve atuação para burlar normas e pediu que o inquérito fosse arquivado.
Em relação ao inquérito, a Polícia Civil do DF abriu apuração para entender as circunstâncias da posse e circulação da arma, enquanto o STF acompanha o caso. A defesa diz que o objetivo é justamente esclarecer tudo e reiterar que a pistola estava regular, com manutenção e transporte permitidos.
A oitiva ocorreu no período da tarde, com Bolsonaro presente no condomínio, e durou aproximadamente cinco minutos. O armamento foi apreendido na blitz de Taguatinga, no dia 15 de junho, e a defesa sustenta que a pistola estava apta para manutenção e retorno ao local de custódia, sem irregularidades.
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