Desenho de orixá: associação e PSol pedem investigação de PMs

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Resumo: Movimento Brasil Laico e o PSOL encaminharam ao Ministério Público de São Paulo uma solicitação de apuração sobre a atuação de policiais militares na EMEI Antônio Bento, em São Paulo, após o pai de uma aluna de 4 anos registrar um desenho da orixá Iansã durante uma atividade baseada no livro Ciranda em Aruanda. As imagens das câmeras corporais, divulgadas pelo Metrópoles, provocam debate sobre intolerância religiosa e abuso de autoridade.

As gravações mostram situações em que agentes questionam a atividade pedagógica e discutem com a direção da escola, após serem acionados pelo pai da menina. O episódio ocorreu em novembro de 2025, quando a turma participou de uma leitura do livro infantil citada na rede municipal de ensino. A partir da leitura, os alunos produziram desenhos inspirados nos personagens, incluindo a orixá Iansã.

O que era a atividade

  • A atividade estava ligada à leitura do livro infantil Ciranda em Aruanda, da autora Liu Olivina;
  • A obra apresenta ilustrações de 10 orixás e descreve, em textos curtos, as características das divindades;
  • Uma professora leu a história, e os alunos, em seguida, fizeram desenhos a partir da leitura;
  • A menina de 4 anos desenhou Iansã, orixá associada aos ventos e às tempestades;
  • Os desenhos foram expostos no mural da escola;
  • O livro tem o selo Altamente Recomendável da FNLIJ e faz parte do acervo da rede municipal;
  • Após o caso, a autora Liu Olivina lamentou o episódio.

Na visão do Movimento Brasil Laico, as imagens recentes constituem um fato novo no caso, registrando a atuação dos agentes durante a abordagem. O documento foi encaminhado ao Ministério Público e cita reportagens do Metrópoles e as imagens das câmeras como elementos para fundamentar o pedido. A Bancada Feminista do PSOL também protocolou representações à Corregedoria da Polícia Militar e ao MP, pedindo a apuração da conduta dos policiais.

As parlamentares argumentam que a intervenção com policiais armados na escola extrapolou as atribuições da corporação, podendo configurar racismo religioso, abuso de autoridade e intimid ação a educadores, além de representar uma interferência indevida no currículo escolar.


Galeria de imagens

Ao lado da galeria, segue o material audiovisual publicado pela reportagem: o vídeo da atividade na escola e imagens que ilustram a discussão entre policiais, educadores e direção.

“A senhora quis impor e ditar as suas regras, ditar seu pensamento, ditar a sua ideologia. Não vou conversar com a senhora agora. E, se tiver alguma medida, eu tomarei; voltarei aqui com a medida administrativa”

O caso ganhou repercussão nacional após o Metrópoles revelar as imagens, que registraram a entrada de agentes na unidade para questionar a atividade pedagógica sobre culturas afro-brasileiras. A autora Liu Olivina lamentou o episódio diante da polêmica gerada pelas imagens e pela intervenção policial.

Com o recrutamento de evidências do episódio, o debate volta a colocar em evidência a importância de respeitar a diversidade religiosa no ambiente escolar e a necessidade de a atuação policial ser medida pelo contexto educacional, sem interferir no currículo ou intimidar educadores.

E você, o que pensa sobre o equilíbrio entre educação, diversidade religiosa e atuação policial em escolas? Deixe seu comentário abaixo com suas experiências e opiniões.

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