Família denuncia desaparecimento de menina cristã e teme tráfico humano no Paquistão

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Um casal cristão no Paquistão teme que a filha de 13 anos tenha sido vítima de tráfico humano, supostamente levada por um homem muçulmano mais velho, convertida ao Islã e casada sem o consentimento da família. Maryam Asif Masih desapareceu em 23 de abril, no distrito de Vehari, de acordo com a mãe, Maria Asif.

Segundo o Morning Star News, Muhammad Kashif, de 41 anos, casado e pai de quatro filhos, que tinha um negócio de fabricação de itens decorativos para animais, ofereceu treiná-la para atuar na área. A mãe relatou que aceitara para ajudar a sustentar a família e, ao retornar do trabalho, soube que Kashif havia desaparecido com Maryam. No dia seguinte, a família registrou boletim de ocorrência e pediu apoio à polícia, mas afirma que houve pouca evolução nas buscas.

A advogada da família descreve a atuação policial como lenta e, por vezes, hostil. A mãe contou que o investigador, subinpeito Muhammad Shafique, a insultou e disse que não recuperariam a filha, independentemente do que fosse feito.

Casamento forçado Em 7 de maio, Maryam apareceu em um tribunal em Lahore e declarou ser maior de idade, ter se convertido ao Islã e ter se casado por vontade própria. Maria, porém, contestou a versão, afirmando que a filha nasceu em 22 de novembro de 2013, ou seja, tem apenas 13 anos, e questionando a validade dos documentos de conversão e casamento que indicam 19 anos.

O avô paterno, Zulfikar Masih, revelou que Kashif já havia sequestrado outras meninas e as vendido para traficantes, acrescentando que não houve aviso sobre comparecimento de Maryam ao tribunal e que, se informado, a família teria contestado as alegações sob pressão. A advogada da família, Zunaira Patrick, atribui parte da falha à negligência policial, que teria permitido a obtenção de documentos que dificultam o andamento do caso.

Proteção contra o casamento infantil O caso ocorre em meio a mudanças recentes na legislação da província de Punjab, elevando a idade mínima para casamento para 18 anos e endurecendo punições ligadas ao casamento infantil. A emenda, apresentada por Ejaz Alam Augustine e apoiada por todos os partidos, afirma que o suposto consentimento de menores não define guarda nem proteção em situações de coerção ou sequestro. Além disso, a lei criminaliza o tráfico de crianças relacionado ao casamento e responsabiliza pais ou guardiões que facilitem ou deixem ocorrer casamentos de menores.

A Portas Abertas colocou o Paquistão em 8º lugar na sua Lista Mundial de Vigilância 2026, destacando a perseguição a cristãos no país. A família aguarda o desfecho do caso e a recuperação segura de Maryam, com a expectativa de que haja responsabilização rápida do acusado e medidas para impedir novos abusos.

Convido você a deixar seus comentários, perspectivas ou perguntas sobre este caso. Como você acha que autoridades e a sociedade podem atuar para proteger meninas em situação semelhante e prevenir o casamento infantil no Paquistão?

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