Keiko Fujimori lidera as projeções das eleições presidenciais do Peru, com folga suficiente para confirmar a vitória no segundo turno à medida que o escrutínio avança. Com 99,859% das urnas apuradas, ela soma 50,118% dos votos (9.206.241), enquanto Roberto Sánchez fica em 9.162.855, cerca de 43 mil votos atrás. Restam apenas 40.213 votos para contabilizar. A candidata aguarda o anúncio oficial, enquanto o adversário já declarou que não reconhecerá o resultado.
Em meio à expectativa, Sánchez indicou resistência política, afirmando que não reconhecerá o governo, e declarou que a oposição estará em “luta política e social” de resistência, obedecendo ao marco legal e às normativas interamericanos. Paralelamente, a coligação Juntos por el Peru protocolou um novo pedido de anulação de votos no exterior, alegando falhas e fraude eleitoral, buscando invalidar votos de peruanos no exterior.
Keiko Fujimori, de 51 anos, é filha do ex-presidente Alberto Fujimori e concorre pela quarta vez pelo Fuerza Popular. Formada em administração de empresas, já teve passagem pela política nacional há mais de uma década, e sua trajetória é marcada por tentativas contínuas de chegar ao Palácio Inca. Sua candidatura enfatiza atalhos para o setor privado e reformas estruturais na economia.
A história pública de Keiko inclui prisão em 2018, no âmbito de investigações sobre corrupção envolvendo a Odebrecht, na qual ficou detida até novembro de 2019. O pai, Alberto Fujimori, foi extraditado, condenado por crimes contra direitos humanos e cumpriu prisão até 2023, falecendo em 2024. Desde 2011, Keiko disputou todas as eleições presidenciais, chegando sempre ao segundo turno, mas sem vencer até hoje.
Entre as promessas de campanha, ela prioriza medidas pró-empresariais, com propostas de taxação e reformas tributárias e trabalhistas, bem como planos para ampliar a segurança pública no país. As propostas de segurança foram, em parte, inspiradas em modelos de liderança de Nayib Bukele, buscando ações mais enérgicas para reduzir a violência e fortalecer a ordem.




A disputa envolve tradições políticas no Peru, com Keiko buscando consolidar uma base empresarial e de consumo de reformas, enquanto Sánchez investe em resistências ao longo de um processo eleitoral conturbado. A apuração continua, mas o placar atual já sinaliza um caminho próximo da confirmação oficial para a candidata de Fuerza Popular.
Para quem acompanha o cenário peruano, o resultado pode redefinir prioridades econômicas e de segurança pública no país, com impactos econômicos regionais e reflexos sobre o equilíbrio entre setores públicos e privados. Comente abaixo como você vê o desfecho e quais expectativas você tem para o futuro político do Peru.
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