Um petroleiro foi atingido no Estreito de Ormuz neste sábado (27), elevando a tensão entre EUA e Irã após ataques mútuos que marcam a pior escalada desde a assinatura de um acordo preliminar de paz. A disputa acende a possibilidade de retomar hostilidades na região, com acusações reciprocas sobre o cumprimento do cessar-fogo.
A agência de segurança marítima britânica UKMTO informou que o navio atingido sofreu danos na ponte de comando, mas toda a tripulação permanece em segurança. O Centro Conjunto de Informações Marítimas elevou o nível de ameaça à navegação na sequência dos incidentes.
A Guarda Revolucionária do Irã anunciou que abriu tiros de advertência contra embarcações não identificadas tentando passar por canais não aprovados, enquanto outros barcos passaram a buscar autorizações iranianas antes de atravessar o Estreito. O Irã não comentou detalhes sobre ataques específicos, mas as imagens da televisão estatal reforçam a narrativa de escaladas.
Antes, o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou ter realizado ataques defensivos contra alvos militares ligados aos EUA. O Bahrein — onde fica a base regional da Marinha norte?americana — também relatou um ataque com drones iranianos. As Forças Armadas dos EUA não responderam de imediato.
No âmbito político, a televisão libanesa veiculou um suposto ataque com drone israelense no sul do país, enquanto o líder do Hezbollah rejeitou o acordo com Israel e o definiu como nulo. Mohsen Rezaei, assessor do líder supremo do Irã, acusou Washington de violar o memorando ao apoiar forças proxy na região, elevando tensões no estreito.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que os norte?americanos respeitaram o cessar-fogo e que qualquer retaliação do Irã seria responsável por uma escalada. Em linha com o que se observa em conflitos recentes, o fim de semana costuma trazer posições firmes, com mercados fechados até a reabertura na segunda-feira.
Antes da retomada da violência, os preços do petróleo recuaram cerca de 3% na sexta-feira, marcando a semana com quedas em meio a incertezas sobre o desfecho da crise.
Como sempre, leitores, o conflito no Oriente Médio segue com ataques, retratações e tentativas de mediação. Compartilhe nos comentários sua opinião sobre os desdobramentos esperados e como isso pode afetar o mercado de energia nos próximos dias.
