A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira, a 10ª fase da Operação Compliance Zero, destinada a investigar uma possível atuação coordenada em redes sociais para minar a credibilidade do Banco Central do Brasil. As apurações indicam a disseminação de conteúdos com o objetivo de influenciar decisões públicas e dificultar investigações ligadas ao sistema financeiro.
Entre os alvos está o publicitário Thiago Miranda, fundador da agência Mithi, que, segundo a investigação, atuou como intermediário na negociação que levou o empresário Daniel Vorcaro a investir 62 milhões de reais no filme sobre Jair Bolsonaro.

Por determinação do Supremo Tribunal Federal, policiais cumprem dois mandados de busca e apreensão em Brasília, enquanto as investigações avançam para mapear o funcionamento da suposta organização criminosa. A PF aponta a existência de ações que podem ter intimidado jornalistas, monitorado pessoas ligadas a autoridades públicas, obtido informações sigilosas de forma indevida e adotado meios para interferir em investigações criminais.
Segundo a PF, os fatos investigados podem configurar crimes contra o sistema financeiro nacional, além de organização criminosa, embaraço à investigação de organização criminosa e violações de dados e de dispositivos informáticos. As apurações continuam para esclarecer a atuação do grupo e identificar todos os envolvidos.
A PF segue acompanhando o andamento das apurações, destacando a importância de robustecer a proteção de dados e a integridade de investigações. Deixe nos comentários a sua visão sobre o uso das redes sociais em ações que afetem instituições públicas e a credibilidade de órgãos reguladores.
