Um levantamento do Bahia Notícias mostra que cinco empresas — LN Distribuidora, G3 Polaris, MP2 Construções, Podium Distribuidora e WLSP Logística — estão sob investigação pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) por suspeitas de fraudes em contratos com a Prefeitura de Salvador. Além disso, os contratos dessas empresas alcançam outros 17 municípios baianos. O estudo, com base em empenhos e pagamentos entre 2018 e 2026, foi obtido no Portal da Transparência do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM).
LN Distribuidora mantém negócios no interior do estado. Em Candeias, recebeu R$ 1.079.900,00 em 2022 e R$ 1.841.513,44 em 2023. Em Dias d’Ávila, os pagamentos somaram R$ 195.548,32 em 2023 e R$ 157.751,88 em 2024. Em Caetité, participando de um consórcio, os repasses chegaram a R$ 139.248,31 em 2024, R$ 182.697,90 em 2025 e R$ 414.297,13 em 2026. Há registros também em Vera Cruz (> R$ 250 mil entre 2021 e 2023), Teodoro Sampaio (R$ 53.886,00 em 2021), Esplanada (R$ 45.473,13 em 2020) e Licínio de Almeida (R$ 7.600,00 em 2026).
A G3 Polaris Serviços atua em diversas cidades. Em Vitória da Conquista, foram pagos R$ 6,2 milhões entre 2020 e 2026; em Cansanção, mais de R$ 7,5 milhões nos últimos quatro anos; Jequié recebeu cerca de R$ 2 milhões; Pojuca chegou a R$ 1,2 milhão; Nazaré, R$ 922 mil; Brejões, R$ 468 mil. A relação também inclui Candeias, Jandaíra, Iaçu, Amélia Rodrigues, Capim Grosso, Mata de São João, Camaçari, Mirangaba, Santo Antônio de Jesus, Alagoinhas, Valença, Conceição de Feira, Itaparica, Rio Real e Salinas da Margarida.
A MP2 Construções está presente em diversas administrações municipais. Em Santaluz, recebeu R$ 8,1 milhões; em Jussara, R$ 1,3 milhão; Conceição da Feira teve repasses de R$ 2,8 milhões; Jandaíra, R$ 1,1 milhão; Candeias, R$ 982 mil. A lista de cidades inclui ainda São José do Jacuípe, Salinas da Margarida, Nazaré, Mirangaba, Capim Grosso, Conde, São Miguel das Matas e Mata de São João.
Podium Distribuidora também figura nos registros de contratos municipais. Em Brejões, há pagamentos de R$ 70 mil, e em São Félix do Coribe, cerca de R$ 4,5 mil. É a empresa com menor número de municípios atendidos no período. A WLSP, por sua vez, concentra atuação em Salvador. Os pagamentos da Seman variaram entre aproximadamente R$ 2,5 milhões em 2018 e R$ 1,8 milhão em 2025; até junho de 2026, já haviam somado cerca de R$ 1,03 milhão.
As cinco empresas são investigadas pelo MP-BA em apuração ligada a contratos firmados com a Prefeitura de Salvador. Os contratos com demais prefeituras do interior não integram a investigação deflagrada no último dia 13, que afastou o então secretário municipal de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro, Luciano Sandes, e o vereador George, o Gordinho da Favela.
Como você avalia a fiscalização de contratos públicos e a transparência nos gastos com prefeituras? Deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre o tema.
