Tarifaço: EUA podem pagar mais por plásticos e cosmético, diz entidade

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Estudo da Abiquim aponta que tarifa sobre produtos brasileiros pode elevar custos de insumos usados pela indústria dos EUA

Reprodução/FGV
Imagem ilustrativa de carga embarcada do Brasil para outros países - Metrópoles

Resumo: a recente tarifa de 25% anunciada pelos EUA sobre parte das importações brasileiras pode encarecer insumos usados pela indústria norte-americana. Segundo a Abiquim, cerca de 58% do valor atual das exportações brasileiras para os EUA ficaria sujeito à cobrança, enquanto 42% ficaria fora, com exceções concentradas em itens de maior valor agregado. Se o ritmo atual se mantiver, o governo americano poderia arrecadar aproximadamente US$ 66,4 milhões a mais no segundo semestre deste ano.

Quem fica mais exposto no Brasil— entre os itens mais afetados estão tintas, vernizes, esmaltes e lacas, fibras têxteis sintéticas, além de produtos de limpeza e de perfumaria, cujas exportações ficam praticamente sob a tarifa. Também aparecem com grande exposição os químicos orgânicos, bem como o segmento de resinas e elastômeros. Defensivos agrícolas e químicos inorgânicos permanecem, em grande parte, fora da cobrança.

Como fica a participação da exportação tarifável— a avaliação aponta que cerca de 58% do valor exportado pelo Brasil aos EUA estaria sob a nova tarifa, enquanto 42% das categorias químicas ficariam fora da cobrança. Como as exceções envolvem itens de maior valor agregado, entre 64% e 71% do valor exportado permaneceria isento no intervalo analisado.

Segundo a Abiquim, o Brasil movimentou US$ 2,44 bilhões em química para os EUA em 2024, US$ 2,13 bilhões em 2025 e US$ 922,5 milhões no primeiro semestre de 2026. Mantido o atual ritmo, a sobretaxa poderia gerar cerca de US$ 66,4 milhões adicionais em receita para o governo norte-americano, sem considerar alterações no fluxo comercial, câmbio ou decisões de exportadores.

Como a análise chegou aos números— o estudo utiliza dados do Comexstat, do MDIC, cruzados com a lista de exceções publicada pela Representação Comercial dos EUA (USTR). A Abiquim ressalta que não prevê perdas para a indústria brasileira nem queda de exportações; a conclusão foca na fatia sujeita à tarifa, na arrecadação esperada e nos setores que podem ser mais impactados.

Entre os setores com maior sensibilidade estão adesivos, embalagens plásticas, filmes técnicos e fragrâncias, além de insumos petroquímicos; hospitais e alguns químicos inorgânicos também podem sentir efeitos indiretos pela mudança de custo na cadeia de suprimentos.

A análise conclui que não há projeção de quedas abruptas nas exportações nem na atividade da indústria brasileira, ainda que haja impacto setorial e possível reajuste de preços nos EUA. E você, como encara esse movimento de tarifas? Compartilhe seus pensamentos nos comentários e vamos debater as possíveis consequências para indústria, fornecedores e consumidores.

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