Após 13 noites de bombardeios, EUA não faz novos ataques ao Irã

Escrito por: Diógenes Cunha

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EUA faz ataques ao Irã desde que o cessar-fogo foi rompido há duas semanas

25/07/2026 05:22

, atualizado 25/07/2026 05:24

Fatemeh Bahrami/Anadolu via Getty Images
Uma mulher caminha diante de grafites e murais com temátic­a de guerra pintados em muros ao longo das ruas e avenidas da capital do Irã, Teerã, enquanto sistemas de defesa aérea são acionados durante a noite à sombra da crescente tensão militar entre os EUA e o Irã.

Os Estados Unidos realizaram ataques ao Irã por 13 noites consecutivas desde a ruptura do cessar-fogo, há aproximadamente duas semanas. Nesta sexta-feira, 24 de julho, não houve novas ofensivas anunciadas, e ainda não é possível confirmar quanto tempo a trégua poderá durar. Durante um jantar com repórteres da Casa Branca, o presidente Donald Trump afirmou não acreditar que o Irã esteja pronto para um acordo e disse que, embora não seja o momento ideal, está “disposto a ouvir” propostas.

O porta-voz do Ministério da Saúde do Irã, Hossein Kermanpour, afirmou neste sábado, 25 de julho, que nenhum ataque foi registrado e, portanto, as estatísticas de feridos não tiveram mudanças significativas. “Parece que o amado Irã teve uma noite tranquila ontem à noite e nenhuma parte de seu corpo foi atingida ou ferida”, disse.

Ainda no sábado, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, dirigiu críticas à União Europeia. Ele afirmou que a vice-presidente da Comissão Europeia, Kaja Kallas, expressa preocupação com direitos humanos no Oriente Médio, mas apoia os ataques norte-americanos contra o Irã. Baghaei questionou: “Como um compromisso professado com os direitos humanos pode ser tão facilmente reconciliado com o fornecimento de apoio logístico e técnico para agressões letais contra o povo iraniano — agressões que visam deliberadamente civis e infraestrutura nacional crítica?”

O diplomata iraniano também acusou o bloco de se recusar a condenar crimes de guerra, enquanto não oferece uma palavra de solidariedade às crianças iranianas massacradas por bombas e mísseis norte-americanos e israelenses.


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