Em 2025, o Brasil registrou 6.602 mortes decorrentes de intervenções policiais, em serviço ou fora de serviço, conforme o Anuário de Segurança Pública. Nesse cenário, a Bahia ocupa a 2ª posição entre os estados mais violentos do país, segundo divulgação realizada nesta quinta-feira (23).
O documento destaca as taxas de Mortes Decorrentes de Intervenção Policial (MDIP) por estado. Na Bahia, a taxa é de 10,6 mortes por 100 mil habitantes, ficando atrás apenas do Amapá, com 17,1. Em seguida, Sergipe apresenta 8,4 mortes por 100 mil habitantes. O estudo enfatiza que o MDIP, ao ponto de vista estadual, é o indicador utilizado para medir a letalidade, não apenas o total de óbitos.
A análise de 2024 para 2025 mostra que a Bahia esteve entre os 18 estados com queda ou aumento, registrando elevação de 0,8%. A média nacional de letalidade policial ficou em 3,1 mortes por 100 mil habitantes. O total nacional avançou de 6.237 mortes em 2024 para 6.602 em 2025, um incremento de 5,4%.
Entre os estados, destaque para Rondônia, que apresentou MDIP de 2,7 com variação de 485,6% em relação a 2024; Maranhão registrou MDIP de 2,0, com aumento de 84%; e Alagoas, com 3,6, apresentando alta de 54,6%. Essas variações traçam um quadro de mudanças expressivas na letalidade policial em diferentes regiões do país.
No ranking municipal para cidades com população superior a 100 mil habitantes, a Bahia domina a lista, com seis dos dez municípios mais atingidos. A primeira posição fica com Porto Seguro (BA) — 32,3 mortes por 100 mil habitantes; Eunápolis (BA) aparece em segundo, com 29,7; seguido por Marituba (PA) 28,5; Itabaiana (SE) 22,0; Simões Filho (BA) 19,1; Jequié (BA) 18,9; Lauro de Freitas (BA) 18,2; Luís Eduardo Magalhães (BA) 17,7; Japeri (RJ) 17,6; e Macapá (AP) 17,2.
Os números do Anuário de Segurança Pública reforçam a preocupação com a letalidade policial em diversas regiões, com destaque para o Extremo Sul da Bahia, onde múltiplos municípios aparecem entre os de maior índice entre as cidades pesquisadas.
