O recente sucesso de tratamentos para obesidade nos EUA está provocando uma onda histórica de doações para igrejas, seminários teológicos e projetos de fortalecimento da fé — movimento impulsionado pela Lilly Endowment, a fundação filantrópica ligada à Eli Lilly.
A Lilly Endowment, criada em 1937 pela família fundadora da Eli Lilly, atua de forma independente, embora mantenha grande parte de seu patrimônio em ações da farmacêutica. A atuação continua fiel à missão de apoiar educação, religião e desenvolvimento comunitário, com impacto cada vez mais amplo.
Em 2025, a fundação destinou cerca de US$ 1,3 bilhão para iniciativas religiosas, representando aproximadamente um terço dos US$ 3,85 bilhões distribuídos ao longo do ano. A maior parte desse aporte foi direcionada a organizações cristãs nos EUA e no Canadá, com foco em seminários teológicos, faculdades cristãs, fortalecimento de congregações, iniciativas de comunicação da fé e programas de formação de lideranças religiosas.
Além disso, as doações financiaram exposições sobre religião em museus e projetos de mídia que destacam histórias de esperança e vitalidade da fé cristã. Judith Cebula, porta-voz da Lilly Endowment, ressaltou o objetivo de aprofundar a vida espiritual dos cristãos e fortalecer a vitalidade das igrejas locais, incluindo diferentes tradições cristãs.
Apesar da ascensão meteórica, a fundação mantém um perfil discreto e segue dedicada à sua missão original de apoiar educação, religião e desenvolvimento da comunidade. No fim de 2025, o patrimônio total alcançou cerca de US$ 105 bilhões, tornando a Lilly Endowment uma das maiores financiadoras privadas de projetos religiosos do mundo e ampliando sua posição mesmo diante de outras grandes instituições filantrópicas.
Na prática de distribuição, a maior fatia — cerca de 59% (US$ 2,3 bilhões) — foi destinada a organizações com sede em Indiana, onde a fundação tem raiz e atuação mais próxima. Também houve investimento relevante em educação teológica nos EUA e Canadá, com US$ 235 milhões para programas nacionais de comunicação e narrativa sobre o cristianismo. Além disso, a parceria com a Universidade de Notre Dame destinou US$ 50,8 milhões para desenvolver uma estrutura ética sobre uso da inteligência artificial.
E você, como percebe o papel de grandes fundações na fé, na cultura e na educação? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe as ideias que essa movimentação provoca sobre comunidades locais e liderança religiosa.
