O bispo Edir Macedo investiu cerca de R$ 1,5 bilhão no Banco Digimais com o objetivo de viabilizar a venda da instituição, que enfrenta graves dificuldades financeiras e investigações sobre a qualidade de seus ativos. O aporte é apresentado como uma forma de limpar o balanço e abrir caminho para tratativas com compradores em potencial.
Segundo o jornal O Globo, o dinheiro foi utilizado para cobrir rombos e recompor as contas, em uma aposta para destravar negociações com interessados relevantes, entre eles grandes nomes do setor como BTG Pactual e Banco Safra. A estratégia seria tornar a instituição mais atraente aos olhos do mercado.
A operação de venda ocorre em meio a uma crise institucional marcada pela deflagração da Operação Miragem, da Polícia Federal, em junho deste ano. A polícia investiga o Digimais por suposta inflação artificial de ativos para ocultar insolvência e enganar investidores e reguladores. Entre as práticas sob escrutínio estão ofertas de CDBs com taxas acima de 110% do CDI (2023-2024) e fraudes em fundos administrados pela Corretora ID, braço do grupo.
A situação se agravou após a liquidação extrajudicial do Banco Master, anunciada em novembro de 2025. A PF aponta que Edir Macedo mantém uma exposição de aproximadamente R$ 600 milhões em carteiras de crédito do Master, ativos cuja qualidade e lastro são contestados pelas autoridades.
Especialistas apontam que a maquiagem contábil visava sustentar artificialmente o índice de Basileia, indicador da solidez financeira. Se as acusações de gestão fraudulenta forem comprovadas, os envolvidos podem responder por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, com impactos ainda incertos para acionistas e credores.
Como explicar esse conjunto de fatos, que envolve aportes bilionários, uma operação policial e estratégias para reverter uma crise de credibilidade? Compartilhe sua leitura nos comentários e diga como você avalia os riscos e as consequências desse cenário para o setor financeiro.
