A Federação Internacional de Futebol (Fifa) anunciou, nesta terça-feira (28), a criação de uma empresa subsidiária para gerir os direitos comerciais e operacionais de suas competições. O projeto, batizado de Fifa Forward Enterprise (FFE), está avaliado em cerca de R$ 102,5 bilhões, conforme informações apuradas pelo Estado de S. Paulo, parceiro do PrimeiroJornal. A estrutura consolidaria eventos e operações comerciais, mantendo a FIFA o controle sobre governança, calendário e decisões esportivas e regulatórias, além de permitir a venda de participações minoritárias da subsidiária a investidores privados, sem abrir mão do domínio da entidade.
Para viabilizar a aprovação do plano entre as 211 federações nacionais, a FIFA oferece um pacote de US$ 10 bilhões (aproximadamente US$ 51 bilhões em reais). Cada Associação-Membro teria, de forma opcional, US$ 20 milhões destinados a projetos especiais do Programa Fifa Fast-Forward (FFFP).
O cronograma de repasses também foi detalhado: no ciclo 2027-2030, cada federação receberia US$ 20 milhões (acrescido frente aos US$ 8 milhões atuais). Os valores subiriam para US$ 22 milhões no período 2031-2034 e para US$ 24 milhões entre 2035 e 2038.
Caso a FFE seja criada, a Fifa projeta captar US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 21,5 bilhões) ainda em 2026 para financiar o FFFP. A entidade descreveu o processo como uma “seleção criteriosa de investidores” de longo prazo, com os lucros líquidos da subsidiária sendo reinvestidos no desenvolvimento do futebol mundial.
A FIFA condicionou o lançamento da nova estrutura ao respaldo da maioria das federações-membros e às aprovações relevantes do Conselho da FIFA, em alinhamento com seus princípios de governança e democracia. A informação foi veiculada pela imprensa portuguesa, com destaque para o Estado de S. Paulo, que citou as principais linhas do projeto.
Palavras-chave: FIFA, Fifa Forward Enterprise, FFE, direitos comerciais, federações, FFFP, investimentos, governança
META DESCRIÇÃO: FIFA propõe subsidiária para gerenciar direitos comerciais, com pacote de US$ 10 bilhões e investimentos a longo prazo, sujeito à aprovação das federações.
