Flávio repete Jair e questiona urnas eletrônicas para embaixadores

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Flávio Bolsonaro questiona urnas do TSE

Durante almoço com diplomatas, o pré-candidato citou documentos da CIA; TSE afirma que Smartmatic não fabrica urnas no Brasil e perdeu licitação em 2020

Flávio Bolsonaro debatendo políticas públicas
Raul Spinassé/Novo Selo Comunicação

Resumo: Pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro repetiu críticas à confiabilidade das urnas eletrônicas brasileiras durante um almoço com embaixadores estrangeiros nesta terça-feira (21), em Brasília, no restaurante Oscar, dentro do Brasília Palace Hotel, durante o evento “Debating Brazil” promovido pela Novo Selo Comunicação e pelo The Brazilian Report.

Durante o encontro, Flávio mencionou documentos da CIA, o serviço secreto dos Estados Unidos, tornados públicos na semana passada pelo governo do republicano Donald Trump.

Na análise citada, a CIA afirma que o governo da Venezuela, sob Hugo Chávez e Nicolás Maduro, tinha alguma capacidade de manipular sistemas eletrônicos de votação dentro do país. Os sistemas de votação venezuelanos são fornecidos por uma empresa chamada Smartmatic, que não produz urnas eletrônicas para o Brasil.

“Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”, declarou Flávio. Ao contrário do que afirma, a Smartmatic não fornece máquinas de votação nem software para as eleições brasileiras.

Segundo o TSE, a Smartmatic chegou a participar de uma licitação para a fabricação de urnas eletrônicas em 2020, mas foi derrotada. A vencedora foi a Positivo. A empresa teve contratos com o TSE para treinamento de profissionais de suporte técnico e para a prestação de serviços de conexão de dados e voz.

“Eu não estou questionando o sistema de votação brasileiro, mas que todos os países possam mandar a maior quantidade possível de observadores para as eleições, como sempre fazem”, ressaltou Flávio.

Em junho de 2023, o TSE condenou Jair Bolsonaro a oito anos de inelegibilidade por promover uma reunião com embaixadores na qual questionou as urnas eletrônicas. A corte entendeu que houve abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, já que a reunião ocorreu no Palácio do Planalto com o uso da estrutura da Presidência.

Convidamos os leitores a acompanhar os desdobramentos e a deixar suas opiniões nos comentários abaixo.

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