Chance Saltzman deixará o comando da Força Espacial dos EUA em agosto; o tenente-general Douglas A. Schiess será o seu substituto. A transição foi anunciada durante o 41º Simpósio Espacial da Space Foundation, realizado em Colorado Springs, no começo deste ano. Segundo informações obtidas junto ao Space News, parceiro do PrimeiroJornal, Saltzman guiou a transformação da força até torná-la plenamente apta ao combate, e a troca de liderança ocorre em meio a debates sobre dissuasão e cooperação internacional no espaço.

Crédito: “Chad Trujillo/Força Aérea dos EUA”.
Órbitas congestionadas ampliam riscos
O alerta de Saltzman baseia-se no fato de que a órbita da Terra não oferece espaço ilimitado para a operação de satélites. Algumas inclinações orbitais concentram milhares de espaçonaves, elevando significativamente os riscos caso algum equipamento seja destruído.
A fragmentação de um único satélite nessas regiões pode espalhar detritos capazes de ameaçar diversas outras espaçonaves, inclusive missões tripuladas, conforme reportado pelo Space.com.
Um exemplo citado foi o teste realizado pela Rússia em 2022, quando um satélite foi destruído por um míssil. A ação gerou um campo de detritos que permanece em órbita até hoje, obrigando a Estação Espacial Internacional (ISS) a realizar várias manobras para evitar colisões.
Cooperação internacional é essencial, diz general
Apesar do cenário preocupante, Saltzman defende que a natureza compartilhada do espaço exige cooperação entre todos os países com atividades espaciais.
“Compartilharemos as consequências; portanto, devemos compartilhar a responsabilidade por um domínio espacial seguro, protegido e estável”, afirmou. Em outra passagem, acrescentou que “essas consequências generalizadas de um conflito no espaço deveriam fazer da dissuasão um objetivo para todos nós”.
Essa defesa não é nova para o militar. Em discursos anteriores, ele já destacou a importância de ações conjuntas para preservar o uso pacífico do espaço. Ao apresentar a Estratégia de Parceria Internacional da Força Espacial em 2025, classificou esse esforço como o “esporte de equipe supremo”.
Força Espacial passou a ser considerada apta para combate
Durante sua gestão, Saltzman acompanhou a transformação da Força Espacial em uma organização plenamente capaz de combate operacional, segundo ele mesmo. No início deste ano, no 41º Simpósio da Space Foundation, em Colorado Springs, ele enfatizou a participação da Força Espacial em operações militares recentes dos Estados Unidos.
Douglas Schiess será o novo comandante
Saltzman deixará o cargo em agosto, encerrando seu mandato como segundo Chefe de Operações Espaciais da Força Espacial dos EUA, função que ocupa desde 2022.
O presidente Donald Trump nomeou o tenente-general Douglas A. Schiess para assumir a liderança da corporação. Schiess exercia desde novembro de 2025 a função de Vice-Chefe de Operações Espaciais para Operações. Em uma sabatina recente para o novo cargo, ele defendeu o orçamento de US$ 71,1 bilhões para a Força Espacial, conforme informações obtidas junto ao Space News, parceiro do PrimeiroJornal.
Segundo informações obtidas junto ao Space News, a publicação citada, a soma solicitada busca fortalecer a dissuasão frente ao avanço das capacidades militares espaciais da China.
Participe da discussão nos comentários sobre o papel da cooperação internacional e da dissuasão no espaço. Sua opinião pode enriquecer o debate público sobre a segurança orbital.
