Resumo: o vírus Sincicial Respiratório (VSR), maior responsável pela bronquiolite em bebês, mostra queda na maior parte do Brasil segundo o Boletim InfoGripe da Fiocruz. Mesmo assim, a SRAG segue com incidência elevada entre crianças até 2 anos, e a mortalidade permanece mais alta entre pessoas com 65 anos ou mais, puxada principalmente pela influenza A.

Os dados laboratoriais por faixa etária indicam que a redução de SRAG se concentra, principalmente, na diminuição das hospitalizações por VSR em várias regiões do país. Ainda assim, alguns estados mantêm incidência em níveis de alerta, risco ou alto risco, sinalizando variações locais.
Cinco unidades da Federação aparecem com SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco, com sinais de crescimento de longo prazo: Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Entre jovens, adultos e idosos, a queda da SRAG é, sobretudo, causada pela menor frequência de hospitalizações por influenza A; entre crianças de 5 a 14 anos, o recuo está ligado à redução de casos graves por rinovírus.
Em 2026, já foram notificados 115.203 casos de SRAG, sendo 60.200 (52,3%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 39.743 (34,5%) negativos e 8.218 (7,1%) aguardando resultado. Entre os positivos, as proporções são: influenza A, 20,8%; influenza B, 4,5%; VSR, 40,2%; rinovírus, 30,2%; SARS-CoV-2, 4,5%.
Enquanto a incidência de SRAG é mais alta entre crianças de até 2 anos, a mortalidade é maior entre quem tem 65 anos ou mais. A SRAG em crianças costuma estar ligada principalmente ao VSR, enquanto a mortalidade entre os idosos tem como principal fator o vírus influenza A, para o qual há vacina disponível no SUS. O estudo reforça a importância de manter a vacinação em dia e adotar medidas de prevenção.
Para reduzir a transmissão, recomenda-se higiene respiratória básica: lavar as mãos com frequência, cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar e, quando não for possível ficar em isolamento, usar máscara. A vacinação em dia continua sendo a melhor defesa contra as influenzas sazonais e seus impactos na saúde pública.
E você, já observou mudanças no contato com crianças pequenas ou na gravidade de quadros de gripe na sua região? Deixe nos comentários suas experiências, dúvidas ou percepções sobre a circulação de SRAG e VSR neste período. Sua opinião ajuda a gente a entender melhor o que está acontecendo no dia a dia das famílias.
