Uma juíza federal determinou nesta quinta-feira que a Paramount não pode fechar a aquisição da Warner Bros. Discovery até pelo menos 18 de agosto, enquanto dois processos antitruste seguem em andamento. A decisão, proferida pelo Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Norte da Califórnia, mantém a paralisação anterior e sinaliza a continuidade da análise enquanto as ações judiciais são avaliadas, com a participação de terceiros interessados, como o Writers Guild of America.
A determinação atende a um pedido de congelamento já apresentado, que havia sido imposto pela primeira vez na segunda-feira (20), quando a juíza Araceli Martínez-Olguín congelou o acordo por 14 dias após um grupo de estados entrar com ação para impedir a transação, alegando questões antitruste. Na ocasião, foi marcada uma audiência para o dia 3 de agosto para avaliar se seria emitida uma liminar que bloqueasse o fechamento do negócio pelo tempo que perdurasse o processo.
A nova ordem estendeu essa suspensão por mais 14 dias, levando-a até 17 de agosto, e abriu a possibilidade de adiamento da audiência para além dessa data, desde que haja consenso entre todas as partes e a Paramount se comprometa a não concluir o negócio durante esse intervalo intermediário. O atraso no fechamento do acordo envolve implicações financeiras diretas: a partir de outubro, a Paramount concordou em pagar US$ 650 milhões (aproximadamente R$ 3,3 bilhões) aos acionistas da Warner Bros. Discovery a cada trimestre em que o negócio não for concluído.
Segundo informações divulgadas pelo The New York Times, parceiro do PrimeiroJornal, a porta-voz do procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta afirmou que o escritório aguarda a oportunidade de apresentar argumentos e tentar bloquear a aquisição ilegal da Warner Bros. pela Paramount. A porta-voz da Paramount não respondeu de imediato aos pedidos de comentário do Times. O processo envolve planos da Paramount de construir um conglomerado de mídia que reuniria dois estúdios, serviços de streaming (HBO Max e Paramount+) e emissoras como CBS e CNN, elevando as atenções regulatórias sobre a operação.
