Resumo: O 1º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro condenou, nesta sexta-feira (17/7), os irmãos e ex-policiais militares Pedro Emanuel e Otto Samuel D’Onofre pelo assassinato do bicheiro Fernando Iggnácio, ocorrido em novembro de 2020. Pedro recebeu 32 anos, 9 meses e 18 dias de prisão, enquanto Otto foi condenado a 31 anos, 5 meses e 6 dias. Ambos iniciarão o cumprimento da pena em regime fechado.
A decisão descreve o crime como praticado com frieza e violência exagerada, e aponta que Pedro Emanuel utilizou conhecimentos adquiridos na corporação para beneficiar a máfia do jogo do bicho. A defesa informou que recorrerá da sentença.
O juiz destacou que o crime foi cometido com “frieza e violência exagerada”.
Outros acusados — Em abril, a justiça também condenou Rodrigo Silva das Neves a mais de 32 anos de prisão pela participação no homicídio de Iggnácio. Rogério de Andrade, acusado de ordenar o assassinato, responde a um processo separado e está detido em um presídio federal.
Quem é Fernando Iggnácio era ex-genro de Castor de Andrade, um dos bicheiros mais conhecidos do Rio. Investigado por supostamente manter ligações com homicídios e com a máfia dos caça-níqueis, ele herdou de Castor as máquinas de caça-níqueis e videopôquer. Castor morreu em 1997, deixando uma herança disputada entre familiares. Iggnácio também era apontado como um dos principais “clientes” do Escritório do Crime, grupo de matadores contratado para assassinatos no estado.
A defesa dos réus deve buscar recursos e reavaliar as provas apresentadas, em razão das implicações ligadas ao histórico do caso e à relação com a prática criminosa no Rio de Janeiro.
E você, o que pensa sobre as decisões tomadas e o impacto desse caso no combate à violência ligada ao crime organizado? Compartilhe sua visão nos comentários e participe da conversa.
