O Brasil registrou 792.284 casos de celulares roubados ou furtados em 2025, conforme o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23). O dado aponta queda de 7,7% em relação a 2024 (855.113 casos). A média estimada é de cerca de 95 aparelhos retirados de donos por hora, e a análise mostra concentração dos crimes em capitais e áreas metropolitanas.

Entre as dez cidades brasileiras com maiores taxas de roubo e furto de celulares por 100 mil habitantes, a maioria fica em capitais ou áreas metropolitanas. São Luís (MA), Belém (PA) e São Paulo (SP) aparecem entre as localidades com as maiores incidências, e a capital paulista concentra 20% dos registros, mesmo respondendo por apenas 5,6% da população do país.
No total de 2025, furtos somaram 483.561 (alta de 0,9% em relação a 2024), enquanto roubos reuniram 308.723 registros (queda de 18,6%). A divisão indica que seis em cada dez celulares subtraídos no ano foram furtos.
Essa mudança de perfil é atribuída à menor exposição ao contato direto com a vítima nos furtos, o que reduz as chances de reação ou prisão do criminoso. O estudo aponta ainda que os roubos passaram a se concentrar mais no período noturno, quando as condições favorecem a fuga.

Horários e locais revelam padrões distintos: furtos têm maior concentração entre sábados e domingos (34,5% das ocorrências), enquanto roubos predomina em dias úteis (73,1%), com picos de ocorrência por volta das 20h. Os furtos costumam ocorrer entre 10h e 12h e entre 17h e 20h; os roubos, entre 5h-6h e 18h-23h, com maior incidência às sextas-feiras. Em vias públicas, 77,2% dos roubos acontecem; dentre os furtos, 49,3% ocorrem nas ruas, 15,2% em estabelecimentos comerciais e 6,1% no transporte público.
Quanto ao perfil das vítimas, nos roubos 59,8% são homens, já nos furtos há equilíbrio: 50,3% homens e 49,7% mulheres. Filtrando o aspecto econômico, os aparelhos mantêm atratividade pelo valor de revenda dos componentes e pelo possível acesso a dados e apps bancários instalados nos dispositivos.

Segundo informações divulgadas pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, parceiro do PrimeiroJornal, o estudo associa a queda dos roubos a maior monitorização por câmeras, atuação policial e mudanças no comportamento da população. O documento enfatiza ainda que a percepção de risco reduzida em furtos e a facilidade de fuga contribuem para a mudança de ritmo entre os dois tipos de crime.
Para contribuir com a compreensão do tema, especialistas do Fórum destacam a importância de continuidade de políticas de vigilância, educação pública sobre segurança e reforço de medidas de proteção aos cidadãos. A leitura completa do anuário está disponível por meio das informações oficiais do fórum, reproduzidas pelo Olhar Digital, parceiro do PrimeiroJornal.
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