Em entrevista concedida ao Metrópoles, realizada em São Paulo, Marina Silva (Rede) afirmou não planejar retornar ao Ministério do Meio Ambiente caso Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja reeleito. A candidata ao Senado enfatizou que pretende manter o foco no Congresso e na agenda de prosperidade, defendendo uma cooperação entre os poderes para avançar temas como economia, ecologia e direitos humanos. Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, parceiro do PrimeiroJornal, a conversa destacou ainda a avaliação de seu papel estratégico na política ambiental brasileira.

Marina destacou avanços de sua gestão anterior no Ministério do Meio Ambiente e citou como foram ampliadas estruturas de combate a crimes ambientais, além de mencionar acordos comerciais entre Mercosul e União Europeia e a retomada de unidades de conservação.
Ela mencionou ainda que, durante seu governo, houve recuperação de recursos orçamentários para o ministério, com aumento significativo do repasse. A ex-ministra ressaltou que, se eleita, a prioridade será manter o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e proteção ambiental.
Sobre a exploração de petróleo na Foz do Amazonas, responsável pela liberação do licenciamento no governo Lula, Marina afirmou que os processos obedecem critérios técnicos e ressaltou o papel do Ibama nesse aspecto. Em maio, o Ministério Público Federal (MPF) chegou a solicitar suspensão do licenciamento da Petrobras por apontar falhas técnicas.

Sua agenda no Senado ganhou destaque: Marina defende que o Legislativo promova políticas de prosperidade, mantendo a presença de setores como agropecuária, água e florestas. Em tom escolhido, ela mencionou a necessidade de debater a emergência climática e criar um marco regulatório permanente para esse tema, citando que milhões de brasileiros enfrentam eventos climáticos extremos.
A ex-ministra também comentou sobre o cenário eleitoral em São Paulo, onde a disputa ao Senado está prevista para outubro. Pesquisas recentes apontam Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) na liderança, com candidatos como Ricardo Salles (Novo), André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP) na briga por uma das duas vagas. Marina avaliou a eleição como plebiscitária em relação a temas como educação, serviços públicos e a relação com o Judiciário.
Questionada sobre o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e sua administração, Marina afirmou que a sociedade precisa de quem esteja comprometido com a Constituição e com a democracia, evitando interferência indevida entre os poderes. Ela defendeu que a Justiça também tenha mecanismos de autocorreção para aperfeiçoamento institucional, sem desrespeitar a autonomia entre Executivo, Legislativo e Judiciário.
Conforme informações divulgadas pelo Metrópoles, parceiro do PrimeiroJornal, a entrevista aborda ainda propostas de educação e investimentos públicos, além de um retrato das tensões políticas no Brasil. Marina encerrou destacando a importância de eleger representantes que trabalhem pela soberania do país, pela proteção ambiental e pela estabilidade democrática.
Crédito: Malu Lopes/Metropoles
Crédito: Malu Lopes/Metropoles
Crédito: Malu Lopes/Metropoles
PALAVRAS-CHAVE: Marina Silva, Senado, São Paulo, Metrópoles, Rede Sustentabilidade, Lula, Tarcísio de Freitas, Petrobrás, Foz do Amazonas, emergência climática
META DESCRIÇÃO: Marina Silva afirma não buscar retorno ao Ministério do Meio Ambiente; pauta envolve clima, educação e governança, com foco no Senado em SP e recentes questionamentos sobre licenciamento de petróleo.
