Motorista de Tesla com autopiloto ativado é indiciado por homicídio culposo

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Um motorista do Texas foi indiciado por homicídio culposo após um Tesla Model 3, com o sistema Full Self-Driving (FSD) ativado, perder o controle e colidir com uma residência em Katy, matando uma moradora de 76 anos. O caso está em investigação federal e reacende o debate sobre a segurança do piloto automático da empresa.

O acidente aconteceu em 19 de junho. O veículo invadiu a casa de Martha Avila, que estava no cômodo da frente, e foi registrado por uma câmera na porta da frente. Avila, que recebeu atendimento de helicóptero médico, não resistiu. O motorista, Michael Butler, 44 anos, foi indiciado e permanece preso no acordo de fiança de US$ 150 mil; ainda não há confirmação sobre a atuação de um advogado de defesa.

Homem com as mãos no colo enquanto anda, no banco do motorista, num carro da Tesla com sistema Full Self-Driving (FSD)
Full Self-Driving (FSD) da Tesla é um sistema de assistência, não piloto automático – Imagem: Beach Media/Shutterstock

A agência reguladora local informou que a investigação federal permanece em curso pela principal autoridade de segurança automotiva do país. Ainda não há detalhes sobre como o FSD teria relação direta com a condução no momento do acidente, mas as apurações visam esclarecer esse vínculo.

A Tesla respondeu afirmando, com base em comentário de Ashok Elluswamy, chefe do software de IA da empresa, que o motorista substituiu o acionamento autônomo ao pressionar o acelerador, levando o carro a atingir aproximadamente 118 km/h. A fabricante reforça que o motorista continua responsável por manter as mãos no volante e assumir o controle caso haja falha do sistema.

Histórico do sistema de piloto automático da Tesla: trata-se de uma assistência ao motorista amplamente utilizada pelos proprietários. Os manuais orientam manter as mãos no volante e assumir o controle caso algo dê errado. Em 2023, a empresa recallou mais de 2 milhões de veículos após regulators federais concluírem que não havia medidas suficientes para manter a atenção do motorista durante o uso do software. Em 2024, a Tesla fechou acordo relativo a uma morte ocorrida em 2018 na Califórnia, atribuída ao sistema de assistência.

O caso segue em pauta, com a comunidade observando de perto as investigações e as consequências regulatórias sobre o uso de tecnologias de assistência à condução. E você, qual é sua leitura sobre o tema? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como a tecnologia está mudando a forma de dirigir no dia a dia.

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