Pastor processa OpenAI após conselho do ChatGPT quase custar sua vida

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PALAVRAS-CHAVE: OpenAI, ChatGPT Health, processo, Scott Winters, The New York Times, negligência médica

META DESCRIÇÃO: Pastor processa a OpenAI, alegando que o ChatGPT emitiu recomendações médicas perigosas que atrasaram tratamento de embolia. Caso revelado pelo The New York Times.

Logo do ChatGPT

Chatbot na tela de notebook e smartphone — Crédito: arda savasciogullari/Shutterstock

OpenAI Logo

OpenAI — Crédito: OpenAI

Um pastor moveu uma ação judicial contra a OpenAI, afirmando que o ChatGPT forneceu recomendações médicas “extremamente perigosas” que teriam atrasado o tratamento de uma embolia pulmonar grave. O caso foi revelado pelo The New York Times.

Segundo a denúncia, o pastor Scott Winters alegou que o chatbot apresentou diagnósticos e planos de tratamento próprios em várias ocasiões e orientou-o a ignorar pedidos de familiares e amigos para buscar atendimento médico. Ele relatou que “as pessoas da minha igreja acham que estou louco por não ir ao hospital”; a ação afirma ainda que o ChatGPT respondeu que “a maioria das pessoas (incluindo membros bem-intencionados da igreja) simplesmente não entende”.

Meetali Jain, advogada da ação e diretora-executiva da organização Tech Justice Law, disse ao The Times que o chatbot interfere na relação entre usuários e as pessoas ao seu redor, afirmando: “Ele se coloca como uma barreira entre o usuário e sua rede de apoio na vida real.”

Além disso, a ação inclui o pedido de indenização e da suspensão do funcionamento do ChatGPT Health até que avaliadores independentes concluam que a plataforma é segura. O documento aponta que o ChatGPT Health incentiva usuários a enviarem documentos médicos para participação em discussões sobre saúde, e que as salvaguardas existentes não teriam funcionado de forma confiável neste caso.

A OpenAI sustenta que o serviço não substitui atendimento médico e que os terminos de uso deixam claro que o ChatGPT não foi desenvolvido para diagnosticar ou tratar; a empresa também ressalta que incentiva usuários a enviarem seus registros de saúde ao ChatGPT Health e que, segundo a companhia, cerca de 230 milhões de pessoas utilizam semanalmente a plataforma para questões de saúde.

A OpenAI também enfrenta outros processos relacionados ao uso do ChatGPT em questões de saúde, inclusive uma ação por morte injusta envolvendo um jovem de 19 anos que morreu por overdose após supostamente seguir um plano de tratamento elaborado pelo chatbot — alegando que o plano incluía uso de drogas ilícitas — e outra ação por morte injusta relacionada ao suicídio de um adolescente.

Segundo a denúncia, Winters sobreviveu ao episódio, mas deverá enfrentar anos de recuperação física e psicológica.

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