Pastor tem 9 familiares assassinados após denunciar genocídio de cristãos na Nigéria

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O pastor nigeriano Ezekiel Dachomo, conhecido por denunciar a perseguição a cristãos, perdeu nove familiares em um ataque de extremistas Fulani no estado de Plateau, na aldeia de Kum. O ataque ocorreu na madrugada de um sábado e, segundo relatos, os invasores chegaram à casa à procura dele, executando as vítimas, inclusive um bebê de apenas dois meses.

De acordo com sobreviventes, os criminosos invadiram a residência perguntando pelo pastor, proferindo a palavra Dara — que significa “pai” em berom — e, antes de atirar, disseram: “Hoje vocês aprenderão uma dura lição”. A brutalidade chocou a comunidade cristã local e trouxe uma onda de medo que persiste.

O funeral coletivo das vítimas ocorreu na segunda-feira, com Dachomo afirmando que cresceu ao lado da avó Ngo Martha e que os agressores sabiam de sua ligação com a família. Ele ressaltou que não abandonará a comunidade, mesmo diante da dor e da pressão construída pela violência contínua.

A violência em Plateau tem deixado marcas profundas: mais de 200 pessoas mortas nos últimos cinco meses. Solomon Dalyop Chollom, líder Berom, descreveu a situação como um fardo insuportável do terror, afirmando que aldeias foram devastadas, terras ocupadas e milhares obrigados a abandonar suas casas, mergulhando a região em deslocamento e incerteza.

Após o massacre, Dachomo passou a receber novas ameaças de morte. Em um vídeo divulgado, ele acusa o governo de negar a perseguição e clama por intervenção internacional — incluindo os Estados Unidos, o Senado americano e a ONU — para responder à violência. As mensagens dos responsáveis pelo ataque chegaram com a promessa de que ele teria o mesmo destino de seus parentes. O pastor afirmou estar pronto para se defender e cobrou uma resposta firme das autoridades, dizendo: “Tinubu, estou aguardando minha prisão. A autodefesa é indispensável.”

O pastor também denunciou a falha das autoridades federais na proteção das comunidades afetadas em Plateau e afirmou que a violência persiste, transformando a região em uma crise humanitária de longo prazo. A situação levanta dúvidas sobre o papel do governo na garantia de segurança às minorias religiosas, enquanto a comunidade segue vivendo sob ameaça.

E você, o que pensa sobre a escalada de violência no Plateau e sobre as medidas de proteção às comunidades cristãs? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe do debate sobre como enfrentar essa tragédia e apoiar quem está no terreno buscando segurança e justiça.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

“Protejam as crianças”: Líderes fazem alerta após morte de bebê por violência sexual

Resumo: uma bebê de 10 meses, Helena, morreu em Fortaleza após suspeita de violência sexual, com indícios também de asfixia; dois homens foram...

Mulher deixa cadeira de rodas e máscara de oxigênio para ser batizada na prisão

Uma mulher prisioneira emocionou milhares de pessoas ao sair da cadeira de rodas e retirar a máscara de oxigênio para ser batizada durante...

Tatuador cristão transforma tatoo de ex-satanista: “Substituiu a marca do diabo”

Um tatuador cristão em Spokane, Washington, ajudou um ex-satanista a apagar o seu passado sombrio ao cobrir uma tatuagem com o desenho de...