Feira de Santana vive a expectativa de uma paralisação da rede municipal de ensino. Em decisão unânime, os professores aprovaram a greve para a próxima segunda-feira (20). O ato, promovido pela APLB Sindicato Delegacia Sertaneja, começa às 8h com concentração e prevê uma edição do Café com Educação, seguida de caminhada pela cidade.
Ao Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, a presidente da APLB Feira, Marlede Oliveira, explicou que o objetivo é cobrar o cumprimento da pauta de reivindicações firmada com a prefeitura em agosto do ano passado e homologada pela Justiça em outubro do mesmo ano.
A dirigente ressaltou que vários pontos do acordo permanecem sem execução, o que agrava a sobrecarga dos docentes. A mobilização também reivindica mais profissionais para as escolas e reforço no atendimento aos alunos que necessitam de acompanhamento, com a concentração ocorrendo na sede da APLB, localizada na Rua Barão de Cotegipe, no Centro, antes da caminhada pelas ruas da cidade.
Na carta aberta à comunidade, a APLB aponta os principais motivos da paralisação:
– Falta de professores em diversas unidades, prejudicando o ensino e aumentando a carga de trabalho;
– Deficiência no número de cuidadores, impactando estudantes que precisam de acompanhamento;
– Necessidade de fortalecimento das políticas de inclusão, com estrutura, profissionais e condições adequadas;
– Descumprimento de itens do acordo judicial firmado em agosto e homologado pela Justiça em outubro;
– Reivindicações salariais.
Ainda segundo Marlede Oliveira, o governo municipal informou que um novo reajuste salarial seria concedido em dezembro, porém o percentual não foi divulgado. A dirigente também afirmou que o município não recompôs as diferenças salariais relacionadas aos níveis de titulação, como reivindicado pela categoria.
E você, o que acha da mobilização e do cumprimento dessa pauta? Deixe seu comentário e compartilhe sua visão sobre as condições das escolas de Feira de Santana. Sua opinião conta para entender como isso afeta a educação local.
