A convenção estadual da União-PP confirmou o apoio ao governador Tarcísio de Freitas para a reeleição em 2026 e homologou a candidatura de Guilherme Derrite ao Senado. O ato, realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo, reuniu líderes da direita, com a presença de Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à presidência, e de André do Prado (PL), também pré-candidato ao Senado.
A federação homologou 70 nomes para deputado federal e 94 para deputado estadual, com cada partido assegurando metade das vagas disponíveis. Em paralelo, a coalizão reiterou apoio a Flávio Bolsonaro na disputa pela presidência, adotando, porém, a tendência de neutralidade no Palácio do Planalto caso haja necessidade de acomodação entre siglas em nível nacional.
No plano nacional, a federação confirmou o respaldo a Flávio Bolsonaro na campanha presidencial. Ainda assim, os presidentes nacionais de União Brasil e Republicanos não participaram do encontro. Flávio afirmou ter sido convidado por Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, o que não ocorreu no evento.
“A gente que é de centro-direita, não podemos nos dividir. Nós temos que votar no Derrite e no André do Prado, pra garantir as duas vagas do Senado. Não se engane quem tá colocando o nome, que na verdade tá colocando pra dividir o nosso campo político, pra fortalecer as campanhas de esquerda.”
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, emedebista, elevou o tom contra o pré-candidato ao Senado Ricardo Salles (Novo), sem citar nomes, evidenciando o racha da direita com três candidaturas ao Senado. Em maio, Nunes havia atacado Haddad (PT) e questionado o papel de nomes ligados à chamada terceira via, reforçando a defesa de Derrite e Prado.
Ao todo, a convenção homologou números expressivos para a bancada: 70 deputados federais e 94 deputados estaduais na federação. A deputada federal Simone Marquetto (PP) participou do ato, enquanto o cenário nacional ganhou ainda menção à vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro, com Daniella Marques (Republicanos) entre os nomes cotados — embora haja preferência pela participação feminina na composição.
“Eu fico muito grato porque aqui em São Paulo a gente vai caminhar junto com outros partidos. Essa coalizão que foi montada aqui é uma grande inspiração para nós também no âmbito nacional. Eu espero que muito em breve possamos caminhar juntos no âmbito nacional, a federação junto conosco.”
Em síntese, a União-PP fortalece o palanque paulista de Tarcísio de Freitas, preserva o apoio a Derrite e sinaliza, ao mesmo tempo, uma postura nacional de neutralidade de curto prazo, mantendo a porta aberta para acordos entre as siglas em nível federal.
E você, qual leitura faz dessa coalizão de direita em São Paulo e quais caminhos ela aponta para a disputa de 2026? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa.
