Seis turistas israelenses foram atacados por um grupo de muçulmanos cazaques locais com machados e facas na Mongólia, na semana passada, segundo informações divulgadas pela emissora pública israelense KAN News. O ataque ocorreu quando o grupo de viajantes se preparava para passar a noite em um acampamento. Entre eles, três homens, que haviam servido como soldados nas Forças de Defesa de Israel, lutaram para se defender, dando tempo para as mulheres fugirem. Um israelense usou uma garrafa de vidro para afastar um agressor; outro o dominou com métodos não divulgados; o terceiro foi atingido no rosto, fracturando a mandíbula, e foi levado de avião para Israel para receber atendimento médico. Os seis conseguiram escapar e entraram em contato com a embaixada israelense na China.
As autoridades da Mongólia condenaram o ataque. O governo mongol informou que as vítimas contataram a embaixada de Israel na China, e propôs que registrassem uma denúncia junto à polícia local, mas eles não quiseram. A agressão foi condenada pelo governo mongol, que reiterou seu repúdio à violência contra turistas.
Aumento do antissemitismo no mundo
Um relatório internacional divulgado neste ano aponta um aumento significativo do antissemitismo em todo o mundo após o início da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã. Segundo dados divulgados pelo Centro de Pesquisa sobre Antissemitismo, ligado à organização CAM (Combatting Anti-Semitism Movement), os incidentes antissemitas cresceram 34% globalmente na primeira semana do conflito, com 154 ocorrências registradas, envolvendo agressões verbais, ameaças, vandalismo e difusão de ódio contra judeus e israelenses.
Antissemitismo no Brasil
Um relatório da Confederação Israelita do Brasil (Conib), divulgado em março, informa que o antissemitismo no Brasil aumentou 150% desde 2022. Em 2025, foram registrados 989 casos; 800 ocorreram no ambiente digital e 189 em espaços offline. Entre as plataformas com maior concentração de episódios de ódio, aparecem Instagram (37%), X (13,8%) e Facebook (11,6%). Conteúdos antissemitas também foram divulgados no YouTube, WhatsApp e outras plataformas.
