Borborema revela na Fieb plano de R$ 5 bi para exploração de terras raras na Bahia

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: A Borborema Recursos Estratégicos (BRE) apresenta o Projeto Monte Alto, plano de exploração de terras raras na Bahia com investimento estimado em R$ 5 bilhões. Início previsto em Ubaíra e Jiquiriçá, interior baiano, com segunda fase em Camaçari, parceria com o Senai Cimatec. Entidades públicas e sindicais ressaltam o impacto econômico e tecnológico.

Bahia – A Borborema Recursos Estratégicos (BRE) detalhou, em reunião da Diretoria, o Projeto Monte Alto, que abrange a cadeia produtiva de terras raras, da extração ao processamento. O investimento total é estimado em cerca de R$ 5 bilhões, com as atividades iniciais concentradas nos municípios de Ubaíra e Jiquiriçá, na chamada Província Rocha da Rocha, no interior baiano.

De acordo com o presidente da BRE, Renato Gonzaga, a jazida apresentada possui características diferenciadas no cenário internacional e pode ampliar a participação do Brasil no mercado global de terras raras. “É um projeto com uma mineralização única no mundo e com potencial para colocar o Brasil como um ator extremamente relevante no cenário global das terras raras”, disse.

A segunda etapa prevê a instalação de um polo de produção em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, em parceria com o Senai Cimatec. A empresa trabalha no desenvolvimento de plantas-piloto para a produção do concentrado, além de avançar em processos de hidrometalurgia e na separação dos óxidos de terras raras.

Gonzaga reforçou a importância da parceria com o Senai Cimatec, destacando a relevância da instituição para o avanço tecnológico do empreendimento. “O Senai Cimatec é uma instituição extremamente qualificada e importante para o desenvolvimento tecnológico. Estamos muito felizes com essa parceria, que já tem rendido muitos frutos, inclusive para ampliar o entendimento sobre o recurso mineral que possuímos”, afirmou.

Durante o encontro, o presidente da Fieb, Carlos Henrique Passos, colocou o Sistema Fieb à disposição da empresa e ressaltou que o apoio institucional é fundamental para garantir as condições necessárias à implantação do projeto: “Todo o Sistema Fieb está aqui determinado a apoiar e contribuir na superação dos obstáculos”.

A reportagem também ouviu o Sindimiba, representado por Edvaldo Amaral, que destacou a relevância do setor mineral para a economia baiana. Conforme ele, a demanda internacional por terras raras amplia horizontes para a Bahia, que já detém reservas de outros minerais estratégicos, como lítio, vanádio, ouro e cobre.

O presidente da BRE detalhou ainda o chamado Escopo Rocha da Rocha, primeira fase dos estudos, que abrange uma província mineral com aproximadamente 160 quilômetros de extensão, apontando os diferenciais da área analisada e os próximos passos para o avanço técnico do empreendimento.

Resumo: Borborema apresenta estudo para cadeia nacional de terras raras na Bahia, com 160 km de província mineral. O cronograma prevê produção do concentrado em 2031 e operação da unidade de Camaçari, para hidrometalurgia, por volta de 2034. O projeto envolve fases de definição de processos, engenharia e licenças ambientais, com apoio da FIEB e foco em argilas ionicas de alto valor agregado.

Camaçari, Bahia — A Borborema, empresa do setor, apresentou os estudos iniciais para uma cadeia nacional de terras raras, detalhando o Escopo Rocha da Rocha, a primeira fase do empreendimento. O cronograma indica que a produção do concentrado está prevista para 2031 e que a unidade de Camaçari, destinada às etapas de hidrometalurgia e separação dos elementos, tem previsão de começar a operar por volta de 2034, conforme a programação apresentada.

Renato Gonzaga destacou que a mineralização envolve argilas iônicas de alto valor agregado, apontando que esse tipo de mineralização pode permitir exploração industrial com custos operacionais mais baixos e impactos ambientais reduzidos, segundo a Borborema.

Ele também reforçou que a construção de uma cadeia nacional de terras raras depende não apenas da identificação de novos depósitos, mas do desenvolvimento e domínio das tecnologias necessárias para o processamento e a separação dos elementos. “O que o mundo ocidental está tentando fazer, ao desenvolver uma cadeia alternativa, não passa apenas pela descoberta de novos depósitos, mas também pela disponibilidade de tecnologias de processamento. Essas tecnologias são dominadas por poucos países e empresas”, explicou o executivo, em apresentação.

A empresa aponta que a produção do concentrado de terras raras deve iniciar em 2031, enquanto a unidade de Camaçari, dedicada às etapas de hidrometalurgia e separação, está prevista para começar a operar por volta de 2034. O cronograma depende do cumprimento das etapas de engenharia e do licenciamento ambiental, condições que poderão sofrer ajustes conforme o andamento do projeto.

Nesse processo, a Borborema recebe apoio da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), por meio da Gerência de Desenvolvimento Sustentável, especialmente em temas relacionados ao meio ambiente. A área de estudo abrangerá uma província mineral com cerca de 160 quilômetros de extensão, conforme divulgado pela companhia durante a apresentação.

Resumo: Bahia estuda projeto de minerais estratégicos com início de operação previsto para 2034, conforme informações da Fieb. Minerais envolvidos: neodímio, praseodímio, disprósio e terbio. Teores considerados relevantes apontam potencial de desenvolvimento, com infraestrutura, ambiente de negócios e apoio local como pilares para o cronograma.

Bahia, Brasil — No Extremo Sul do estado, um projeto de minerais estratégicos tem previsão de iniciar operações por volta de 2034, segundo informações divulgadas pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb). De acordo com Gonzaga, a iniciativa envolve os minerais neodímio, praseodímio, disprósio e terbio, cujos teores são apresentados como decisivos para o andamento da empreitada, respaldados pela avaliação de especialistas da região.

Esses minerais são considerados estratégicos para setores tecnológicos e industriais, incluindo veículos elétricos, aerogeradores, inteligência artificial, data centers e tecnologias associadas à transição energética, conforme o material apresentado pela equipe técnica envolvida no estudo. A pauta ressalta a importância desses elementos para setores de alta tecnologia e para o desenvolvimento de soluções energéticas mais eficientes.

Gonzaga enfatizou que a combinação entre a concentração mineral observada no depósito e as condições estruturais do estado pode favorecer o avanço do projeto. O depoimento destaca que a Bahia reuniria, segundo ele, o recurso mineral, a infraestrutura necessária, um ambiente de negócios favorável e o apoio da população para cumprir o cronograma estabelecido, o que, na visão dele, facilita a viabilização do empreendimento dentro do prazo.

O cronograma apresentado, porém, é sujeito a ajustes, pois a implementação depende de tecnologias específicas para a separação dos minerais e de etapas próprias do processo de exploração. A nota não detalha investimentos ou parcerias, concentrando-se no planejamento temporal e na relevância estratégica dos minerais para o estado.

A perspectiva de exploração de minerais como neodímio, praseodímio, disprósio e terbio é vista como potencial motor para o Extremo Sul da Bahia, com impactos esperados para diversos setores de tecnologia. A efetivação do projeto dependerá da continuidade do apoio institucional, da qualidade da infraestrutura local e da capacidade de manter um ambiente propício aos negócios, conforme o material disponível da Fieb.

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