Resumo: Memorando entre a ApexBrasil e a Confederação das Indústrias Indianas visa ampliar cooperação comercial Brasil-Índia e estimular a internacionalização de pequenas e médias empresas. Meta de US$ 20 bilhões em comércio bilateral até 2030. Em 2025, previsão de US$ 15,2 bilhões no comércio, US$ 6,9 bilhões em exportações para a Índia e US$ 8,4 bilhões em importações. Assinatura ocorreu em Brasília; reunião com autoridades dos EUA está marcada para o dia 31.
Brasília – Em Brasília, a ApexBrasil assinou, nesta quinta-feira (27), um memorando de entendimento com a Confederação das Indústrias Indianas (CII) para ampliar a cooperação entre Brasil e Índia e fomentar oportunidades de negócios, com foco na internacionalização de pequenas e médias empresas. O acordo não é vinculante e não impõe obrigações às partes, mas estabelece bases para intercâmbio de informações, boas práticas e promoção de feiras.
Entre os objetivos, o memorando prevê a troca de informações sobre mercados, o compartilhamento de boas práticas e a promoção de feiras, além de incentivar a internacionalização de micro, pequenas e médias empresas. O texto ressalta que o acordo não cria obrigações legais, servindo como base para projetos conjuntos de atração de investimentos e facilitação de negócios entre as duas economias.
Para 2030, a meta é alcançar US$ 20 bilhões em comércio bilateral. Dados divulgados indicam que, no ano anterior, as exportações brasileiras para a Índia somaram quase US$ 7 bilhões, o maior valor registrado em duas décadas, enquanto as importações de produtos indianas superaram US$ 8,4 bilhões. Atualmente, a Índia é o décimo principal destino das exportações brasileiras, e o Brasil ocupa a 26ª posição entre fornecedores no mercado indiano. A ApexBrasil aponta 378 oportunidades para produtos brasileiros e 450 linhas de produtos no acordo Mercosul-Índia, reforçando o potencial de diversificação de itens.
Para o ministro da Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa, a ampliação das relações com diferentes países tornou-se diretriz do governo federal diante do cenário do comércio mundial, com a Índia como exemplo dessa estratégia de diversificação de mercados.
A assinatura ocorreu na sede da ApexBrasil, em Brasília, e o acordo prevê intercâmbio de informações sobre mercados, promoção de feiras e facilitação de investimentos para empresas de menor porte. O texto reforça que o memorando não tem caráter vinculante, servindo como base para projetos conjuntos de atração de investimentos e cooperação bilateral.
Na próxima segunda-feira (31), o ministro Marcio Elias Rosa terá reunião virtual com Jamieson Greer, representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). O chanceler Mauro Vieira também participará do encontro, que visa alinhar ações de cooperação com parceiros estratégicos para ampliar o comércio brasileiro no cenário internacional.
Fontes: ApexBrasil; Agência Brasil (parceira do PrimeiroJornal).
Resumo: Brasil amplia a relação comercial com a Índia, com crescimento de 82% nos últimos anos. A ApexBrasil aponta 378 oportunidades para produtos nacionais no mercado indiano e cerca de 10 projetos estratégicos em andamento. O governo também negocia com os EUA, defendendo soberania econômica e expansão de exportações, com a Índia como prioridade.
Brasil vê avanços nas relações externas e se prepara para novos movimentos comerciais. O governo brasileiro sinaliza avanços na aproximação com a Índia e planeja a primeira rodada de negociações com representantes dos Estados Unidos desde a imposição de tarifas recentes, segundo autoridades do Palácio do Planalto. A relação Brasil-Índia registrou crescimento de 82% nos últimos anos, e há a intenção de ampliar o atual acordo de preferências tarifárias entre o Mercosul e a Índia, que hoje abrange 450 linhas de produtos.
O ministro responsável destacou ainda que a ApexBrasil identificou 378 oportunidades para produtos brasileiros no mercado indiano, com o apoio a aproximadamente 10 projetos estratégicos, incluindo iniciativas em parceria com entidades ligadas ao agronegócio.
Setores estratégicos incluem indústria farmacêutica, bioenergia, biocombustíveis, fertilizantes e dispositivos médicos. Outro eixo de interesse é a exploração de minerais críticos, com a defesa de que os projetos estejam vinculados ao desenvolvimento de tecnologia nacional.
“O Brasil quer ter parceria para a exploração de minerais críticos com todos os países, nunca em detrimento de algum ou para favorecer outro”, afirmou o ministro.
A estratégia também pode beneficiar o agronegócio brasileiro, ampliando a presença em mercados internacionais e reduzindo a concentração das exportações em destinos específicos, conforme o governo.
Negociação com EUA – Enquanto amplia a aproximação com a Índia, o governo se prepara para a primeira reunião com representantes dos EUA desde a imposição de tarifas. De acordo com informações do próprio Ministério, a conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos EUA, Donald Trump, na semana passada, foi decisiva para a reabertura das negociações sem a necessidade de concessões unilaterais antecipadas.
Na reunião de segunda-feira, a equipe brasileira avaliou discutir listas de exceções tarifárias e a possível aplicação da Ley de Reciprocidade, conforme o ministro.
Brasil Soberano – O governo afirma que continuará adotando medidas para proteger empresas brasileiras afetadas pelas sobretaxas estadunidenses, incluindo o programa Brasil Soberano, criado para apoiar setores impactados.
Apesar das dificuldades, o ministro enfatizou a defesa da soberania econômica do Brasil, rejeitando propostas que possam prejudicar a economia nacional e ressaltando a necessidade de manter a estratégia de negociações alinhada aos interesses do país.
A leitura do governo é de que a combinação entre abertura de novos mercados, investimentos e cooperação tecnológica pode ampliar a presença brasileira no exterior, com a Índia figurando entre os mercados prioritários para a expansão da atuação externa do Brasil.
