Resumo – STF autoriza a Polícia Federal a acessar dados da operação contra a Go Up Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse, em apuração de possíveis desvios de recursos públicos. A ação envolve Karina Ferreira da Gama e a produção é vinculada ao senador Flávio Bolsonaro. A Pokemon? não; a divulgação cita a CNN como fonte. Data: 24/ mês não especificado.
Local: Brasília; Data: 24; Principais envolvidos: Karina Ferreira da Gama, Go Up Entertainment, Flávio Bolsonaro; Instituições: Polícia Civil de SP, Polícia Federal, STF.
Contexto: discussão sobre prestação de contas e uso de recursos para o filme Dark Horse; notícia cita possíveis pagamentos a atores e ligações com a vida de Eduardo Bolsonaro nos EUA.
Fonte adicional: informações divulgadas pela CNN, citando a posição de autoridades e a linha de defesa da campanha de Flávio Bolsonaro.
Brasília – O ministro do STF Flávio Dino atendeu ao pedido da Polícia Federal e autorizou que a PF acesse dados obtidos a partir de uma operação, realizada em junho pela Polícia Civil de São Paulo, contra Karina Ferreira da Gama, proprietária da Go Up Entertainment, responsável pelo filme “Dark Horse”. A decisão permite que a PF tenha acesso a informações relacionadas à investigação de fraudes e desvios de recursos públicos ligados ao projeto.
Pela determinação de Dino, a Polícia Federal poderá consultar dados que emergiram da operação realizada pela Polícia Civil de São Paulo, na qual Karina Ferreira da Gama foi alvo de apuração sobre irregularidades envolvendo o financiamento do longa.
Também nesta segunda-feira (24), o senador Flávio Bolsonaro sinalizou à imprensa, por meio de interlocutores, que não apresentará a prestação de contas do que foi gasto na realização do filme. Em maio, quando surgiram vazamentos sobre a conversa com o banqueiro Daniel Vorcaro e o pleito de R$ 61 milhões para o projeto, o senador declarou publicamente que apresentaria a prestação de contas em até 30 dias.
De acordo com informações da CNN, a justificativa apresentada por Flávio Bolsonaro é de que não possui acesso a todos os dados necessários para realizar a prestação de contas, pois o filme é produzido pela Go Up Entertainment.
Nos bastidores, a campanha de Flávio Bolsonaro reconhece que houve erro em anunciar uma prestação de contas pública sem ter acesso aos dados. A avaliação é a de que a responsabilidade pela prestação de contas recai sobre a produtora, já que o contrato de execução do filme foi firmado por ela. No entanto, Flávio Bolsonaro apareceu em áudios solicitando recursos, discutindo pagamentos a atores e às equipes envolvidas.
A PF também analisa a possibilidade de que os recursos tenham sido destinados para custear a vida de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, com o dinheiro repassado por Vorcaro passando pela conta do advogado do ex-deputado. Um inquérito sob a relatoria do ministro André Mendonça foi aberto em 21 de julho para apurar suspeitas desse fluxo financeiro.
Correções e responsabilidade — Integrantes da campanha dizem que a responsabilidade pela prestação de contas sempre foi da produtora, já que o contrato foi firmado por ela. Ainda assim, reconhecem que a linguagem pública sobre o tema foi inapropriada e que a decisão de tornar ou não públicas essas informações depende da própria Go Up Entertainment, não da gestão pública.
