Equipes nepalesas buscam centenas de pessoas presas em túneis

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo jornalístico: Enchentes e deslizamentos no Himalaia, Nepal, deixam mais de 900 mortos e cerca de 4,2 mil desaparecidos; 933 trabalhadores estariam presos em 11 hidrelétricas, sobretudo nos distritos de Rasuwa e Nuwakot. Equipes de resgate utilizam explosivos controlados, escavadeiras e holofotes para abrir túneis; mais de 90 mil pessoas foram afetadas. Fonte: Reuters.

Nepal — As equipes de resgate, com apoio de especialistas chineses e indianos, intensificaram as buscas nesta segunda-feira para localizar centenas de pessoas presas dentro de túneis de projetos hidrelétricos, após enchentes que devastaram o Himalaia na semana passada. A tragédia também atingiu áreas na China, do outro lado da fronteira, com registros de mortes e desaparecimentos.

Autoridades nepalesas informaram que 903 pessoas morreram e 4.247 ainda estão desaparecidas, incluindo 933 trabalhadores presos em 11 projetos hidrelétricos, concentrados principalmente nos distritos de Rasuwa e Nuwakot.

No lado chinês, o condado de Gyirong registrou 16 mortos e 546 desaparecidos, segundo as autoridades locais, ampliando a dimensão da tragédia na região fronteiriça.

A Cruz Vermelha estimou que mais de 90 mil pessoas foram afetadas pelo desastre, que, segundo a China, resulta das mudanças climáticas intensificadas pelos eventos recentes.

Projetos hidrelétricos — A partir do início do século, houve expansão de empreendimentos hidroelétricos no Nepal, que dependem de túneis para conduzir água pelos terrenos íngremes, visando explorar os recursos hídricos para abastecer o mercado interno e potencial exportação para a Índia.

Resposta e perspectivas — O primeiro-ministro Balendra Shah descreveu a enchente como um “desastre natural sem precedentes e devastador” e reiterou o esforço contínuo de resgate, com foco na abertura de túneis para alcançar as pessoas presas.

“Uma grande quantidade de escombros se acumula, o que está representando enorme desafio para abrirmos os túneis”, disse o porta-voz do Exército do Nepal, Raja Ram Basnet, à Reuters. “Nosso foco principal é abrir os túneis.”

Resumo: Deslizamento de gelo na fronteira Nepal-Tibete deixa 261 estrangeiros de 23 países desaparecidos. Nepal diz não precisar de ajuda externa e busca apoio de Índia e China; buscas suspensas por mau tempo e risco de inundações. CCTV aponta risco de novo desabamento de geleiras na região. Fonte: Reuters, parceira do PrimeiroJornal.

Deslizamento de gelo e o colapso de uma geleira na fronteira entre Nepal e Tibete deixaram 261 estrangeiros de 23 países desaparecidos, em área próxima a uma passagem fronteiriça com o Nepal, conforme informações da Reuters, parceira do PrimeiroJornal.

O Nepal informou que não precisa de ajuda externa para as operações de busca e resgate, mantendo a cooperação de seus vizinhos. De acordo com a agência, o país tem contado com a experiência da Índia e da China em resgates realizados em túneis, ampliando o aparato técnico disponível na região.

As operações de resgate foram suspensas diversas vezes devido ao e às preocupações de que um lago formado na fronteira entre o Nepal e a China pelo desastre possa provocar novas inundações ao transbordar para os rios nepaleses.

CCTV, a emissora estatal chinesa, informou que as geleiras ao redor da cratera de impacto, formada próximo ao local do colapso da geleira na semana passada, no lado nepales, continuam em risco de desabamento.

A reportagem também traz contribuições de repórteres da Reuters — Sahana Bajracharya, Navesh Chitrakar, Ethan Wang, Qiaoyi Li, Liz Lee, Shilpa Jamkhandikar e Hritam Mukherjee — que acompanham a evolução das buscas na fronteira nepalesa. As informações são apresentadas com base no material da Reuters, parceria do PrimeiroJornal.

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