Resumo: Juiz de Fora (MG) sediou a operação policial “Canto da Sereia” contra um grupo investigado por estelionato, envolvendo promessas de fama a uma vencedora de Miss Plus Size. A vítima teria investido cerca de R$ 76 mil em supostas oportunidades na moda e na televisão. Mandados de busca foram cumpridos e valores podem ter sido bloqueados; o caso pode ter prejuízos maiores.
Juiz de Fora (MG) – A Polícia Civil de Minas Gerais deflagrou, na manhã desta quarta-feira (12/8), a operação Canto da Sereia para desarticular um grupo suspeito de estelionato ligado a falsas promessas de notoriedade. A vítima é uma jovem que venceu um concurso de Miss Plus Size e teria desembolsado aproximadamente R$ 76 mil em supostos programas de divulgação no mundo da moda e da televisão, conforme as investigações.
Conforme informações da Polícia Civil, o grupo investigado seria responsável pela organização do evento que a vítima venceu. Após a vitória, os integrantes teriam criado um cenário de ascensão profissional e apresentado propostas de grandes emissoras de televisão e de agências de modelos, com a exigência de pagamentos para ter acesso aos trabalhos.
No entanto, para que a vítima pudesse iniciar os trabalhos, eles afirmavam que seria necessário o pagamento de algumas parcelas. Até a última atualização, a Polícia Civil identificou R$ 76.143 em transferências.
A operação – batizada de Canto da Sereia, a ação policial foi deflagrada em Juiz de Fora (MG). Nesta quarta-feira (12), foi cumprido um mandado de busca e apreensão, com recolhimento de dispositivos eletrônicos e documentos para esclarecer a origem das comunicações e dos pagamentos realizados aos investigados.

Ainda conforme a Polícia Civil, a Justiça determinou o bloqueio de valores vinculados às contas da investigada. A autoridade aponta que o dano financeiro total pode ser ainda maior, à medida que as apurações avançem e números adicionais sejam levantados pela investigação.
A apuração está em curso, com a expectativa de esclarecer a relação entre o grupo e as promessas de oportunidades já divulgadas, bem como a origem dos recursos movimentados nos golpes. A PCMG não informou novos detalhes de eventual responsabilização até o momento.
