Resumo: Brasil registra 34.211 acidentes de trabalho envolvendo entregadores por apps entre 2023 e julho de 2026, conforme MPT com dados do MS. A maioria ocorre entre motoboys; 2025 teve o maior volume (11.579 ocorrências). Dados do Sinan, filtrados pela CBO, destacam ciclos de crescimento e a predominância de motociclistas.
Brasil — O Ministério Público do Trabalho (MPT) informou que o crescimento do ecossistema de entregas por aplicativo no país ocorre em meio a um aumento significativo de acidentes de trabalho. Dados encaminhados pelo Ministério da Saúde (MS) ao MPT, com base na base do Sinan, apontam 34.211 ocorrências entre 2023 e julho de 2026 envolvendo entregadores motociclistas e ciclistas.
O levantamento, elaborado pelo Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador e solicitado pelo MPT, filtrou notificações segundo a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) para ciclistas mensageiros (bikeboys) e motofretistas, evidenciando o perfil das responsabilidades e riscos no setor.
Entre os dados por ano, observa-se que o ano de 2025 concentrou o maior volume da série histórica, com 11.579 notificações de motofretistas e 83 de ciclistas, totalizando 11.662 ocorrências naquele ano. O conjunto de 2023 a 2026 registra também 9.582 casos adicionais em 2023, 2024 e parte de 2026, com a distribuição anual detalhada a seguir.
Resumo anual (motofretistas / ciclistas / total):
– 2023: 8.582 / 48 / 8.630; 2024: 9.987 / 47 / 10.034; 2025: 11.579 / 83 / 11.662; 2026*: 3.856 / 29 / 3.885. No total do período, são 34.004 acidentes com motofretistas e 207 envolvendo ciclistas, somando 34.211 ocorrências.
Observa-se que a maior parte das vítimas atuava sobre motocicletas: 34.004 acidentes entre motofretistas, frente a 207 ocorrências envolvendo entregadores ciclistas. Os números são atualizados até meados de 2026 e reforçam a necessidade de políticas públicas que elevem a segurança, bem como condições adequadas de trabalho para trabalhadores da entrega por aplicativo.
Fontes e transparência: informações divulgadas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), com dados encaminhados pelo Ministério da Saúde (MS) e consolidados pelo Sinan, apoiam a leitura sobre o cenário de saúde pública e de relações de trabalho no ecossistema de entregas no Brasil.

