Nikolas detalha crescimento patrimonial de 36 mil para 3,8 milhões após 1º mandato na Câmara

Escrito por: Diógenes Cunha

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Deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) rebate críticas após divulgar, à Justiça Eleitoral, patrimônio de R$ 3,8 milhões. Dados mostram salto de 8.850% desde 2022, com imóvel financiado de cerca de R$ 2,23 milhões e o restante distribuído em aplicações e empresas. Candidatos Romeu Zema e Renan Santos também tiveram bens apresentados.

Nikolas Ferreira (PL-MG) reagiu a questionamentos de opositores ao declarar, à Justiça Eleitoral, bens totalizando R$ 3,8 milhões. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar explicou que mais da metade do patrimônio atual corresponde ao financiamento do imóvel onde reside, cujo pagamento deverá ser quitado em mais 35 anos. O restante, segundo ele, representa o salário de parlamentar e ganhos de suas atividades empresariais.

“Eu tenho empresa, sim, a maior escola de inglês para cristãos no Brasil. Dei palestra sobre comunicação, tenho plataforma sobre política e espiritualidade, três livros lançados. Minha rede social me dá condição de ter essas boas iniciativas”, afirmou o deputado no material divulgado.

No mesmo vídeo, Ferreira declarou que não há, entre seus bens, “nem um centavo” de empreiteiras, rachadinhas, contratos com bancos ou qualquer relação com o que chamou de “roubo” de aposentados. Disse que o patrimônio também serve para se “resguardar” de processos “que a esquerda move” contra ele.

Corrigindo pelo valor da inflação, o patrimônio declarado em 2022 seria de aproximadamente R$ 43,5 mil, o que representa um aumento de 8.850% na comparação com o pleito anterior, quando Ferreira havia apresentado apenas depósitos, aplicações de renda fixa e poupança. Ao longo de 2024, o parlamentar declarou R$ 2.231.664,61 em um imóvel financiado, sendo que os R$ 1,6 milhão restantes estariam distribuídos entre aplicações, investimentos, ações e participações empresariais.

Outros candidatos também tiveram detalhes sobre seus patrimônios divulgados nesta semana. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) informou R$ 178,7 milhões, o que representa um crescimento de 15% frente a 2022 (valores já corrigidos pelo IPCA). Já Renan Santos (Missão) declarou R$ 795 mil.

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