Pesquisa Nexus com 2.013 entrevistados revela que metade dos brasileiros acredita que os pais atuais são menos presentes na criação dos filhos do que as gerações anteriores. Sobre a importância da paternidade, 81% dos homens e 73% das mulheres classificam-na como alta ou muito alta. Entre jovens, o reconhecimento chega a 82%.
Brasil — Um estudo do Instituto Nexus, com 2.013 entrevistas em diferentes regiões do país, aponta que metade dos brasileiros acredita que os pais da atualidade estão menos presentes na criação dos filhos do que as das gerações anteriores. A pesquisa também mostra que 81% dos homens e 73% das mulheres classificam a participação paterna como alta ou muito alta na vida dos filhos.
O levantamento também revela diferenças de percepção entre homens e mulheres sobre o papel do pai. Entre as mulheres, 56% acreditam que os pais participam menos hoje, enquanto 31% acham que estão mais presentes. Entre os homens, a percepção é equivalente, com 44% achando que a participação é maior hoje, e 44% afirmando que diminuiu.
Quanto à importância da paternidade, as respostas apontam que 81% dos homens a classificam como alta ou muito alta, frente a 73% das mulheres.
No que diz respeito à definição prática de ser um bom pai, o estudo aponta que 49% da população considera a presença diária como a principal característica. Em seguida aparecem educar com limites (19%), demonstrar carinho e afeto (8%), dar o exemplo (7%) e oferecer segurança financeira (3%).
A presença diária é valorizada de forma diferente por faixas etárias: entre jovens de 16 a 24 anos, 82% ressaltam a importância, enquanto entre pessoas com 60 anos ou mais esse percentual cai para 62%. Entre os grupos de idade intermediários, o convívio diário mantém peso maior entre quem tem entre 25 e 40 anos (56%) e entre 16 a 24 anos (55%). Já, entre os mais velhos, a educação emerge como característica principal, com 24% (41 a 49) e 26% (60+).
“O brasileiro já consolidou a ideia de que o bom pai é aquele presente no dia a dia, deixando para trás a figura do mero provedor financeiro. O desafio agora está na prática”, afirma Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.
A pesquisa também aponta que metade da população entende que a percepção de menor participação dos pais não acompanha a mudança de comportamento real dentro de casa, sugerindo uma defasagem entre discurso e prática.
O Instituto Nexus divulgou que os dados abrangem diferentes regiões do Brasil, oferecendo um retrato nacional sobre a paternidade, a participação dos pais e as dinâmicas familiares na contemporaneidade.
Fonte: Instituto Nexus
