Resumo: PSOL candidato Ronaldo Mansur critica Bolsonaro e preços de combustíveis na Bahia durante sabatina da TV Aratu; defende reversão da venda da RLAM e alinhamento com o Governo Federal; provoca ACM Neto e Jerônimo Rodrigues; cita dados da privatização.
Bahia — Em sabatina promovida pela TV Aratu nesta quarta-feira (5), o candidato ao governo da Bahia pelo PSOL, Ronaldo Mansur, criticou a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro e a política de preços dos combustíveis no estado.
Questionado por jornalistas, Mansur afirmou que o adversário ACM Neto (União) mantém uma aliança com a ala bolsonarista por meio do que chamou de “Genocida Lá Ele” e também dirigiu ataques ao atual governador, Jerônimo Rodrigues (PT).
O candidato disse que a coligação de Neto dispõe de postulantes ao Senado alinhados ao bolsonarismo, visão que, segundo ele, contrasta com a chapa encabeçada pelo PSOL.
Sobre a pauta de preços de combustíveis, Mansur afirmou que, se eleito, atuará em alinhamento com o Governo Federal para reverter a venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM) e buscar a equiparação das tarifas baianas com as de outros estados, criticando a postura da gestão estadual.
“No nosso governo, nós vamos trabalhar junto com o Governo Federal para que a gente retome a refinaria Landulpho Alves e não haja uma política tímida do governador Jerônimo Rodrigues, que não batalhou para recuperar esse patrimônio da Bahia”, afirmou Mansur.
RELEMBRE O CASO: a RLAM foi privatizada pela Petrobras em novembro de 2021, por US$ 1,65 bilhão, ao fundo Mubadala Capital, pertencente à família real dos Emirados Árabes. A auditoria da CGU apontou que a venda ocorreu abaixo do preço de mercado, em meio à pandemia de Covid-19, com a Petrobras assumindo riscos ao manter as negociações naquele período e utilizando metodologias atípicas na avaliação do ativo. Ao comparar o mercado baiano com o de outros estados, Mansur destacou disparidades de preços em relação a São Paulo, dizendo que, apesar de o consumo na Bahia ser menor, o combustível por lá é, segundo ele, mais caro atualmente.
