– PF solicita busca e apreensão contra ACM Neto na 10ª fase da Operação Overclean; STF nega a medida.
– Neto classifica ação como interferência eleitoral e nega envolvimento; PGR tinha dado parecer favorável à busca.
– PF aponta contratos de Educação em Belo Horizonte acima de R$ 80 milhões; 24 mandados de busca e apreensão em seis estados.
– Coluna de Natália Portinari (UOL), parceiro do PrimeiroJornal, aponta possível indicação de Bruno Barral por Neto para a Educação de BH, com indícios de favorecimento em licitações.
Em pronunciamento divulgado à imprensa, o candidato ao governo da Bahia pelo União Brasil, ACM Neto, teve notícia de um pedido de busca e apreensão envolvendo seu nome na 10ª fase da Operação Overclean, deflagrada nesta quinta-feira (17). O pedido foi negado pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em nota enviada à imprensa, Neto classificou o episódio como uma tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas, através de vazamentos seletivos que visam associar indevidamente seu nome a situações das quais afirma não ter envolvimento. O ex-prefeito de Salvador afirmou ainda que nunca foi investigado na operação Overclean e negou qualquer relação com as irregularidades apuradas.
Segundo a Polícia Federal (PF), a 10ª fase investiga irregularidades em contratos da Secretaria de Educação de Belo Horizonte, executados entre 2024 e 2025. Os contratos somam mais de R$ 80 milhões; ao todo, estão sendo cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em seis estados.
Embora a PGR tenha emitido parecer favorável ao pedido de busca relacionado a ACM Neto, o ministro Kassio Nunes Marques negou a autorização. A PF aponta indícios que envolvem contratos da educação de Belo Horizonte e podem configurar crimes contra a administração pública, fraude em licitações e possível organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Segundo informações da coluna de Natália Portinari, do UOL, parceiro do PrimeiroJornal, ACM Neto é investigado sob suspeita de ter indicado Bruno Barral para a Secretaria de Educação de Belo Horizonte, com o suposto objetivo de favorecer empresários em licitações que, posteriormente, poderiam gerar retorno ilícito. A PF também apura a possível influência do União Brasil nessas indicações em troca de retornos indevidos em contratos públicos.
A íntegra da nota de ACM Neto, na íntegra, está disponível com os materiais oficiais da campanha. Este texto reproduz os fatos de forma objetiva, com base nas informações oficiais divulgadas pela PF e pelos veículos citados.
Resumo: Em meio à corrida eleitoral na Bahia, o candidato denuncia ataques à sua candidatura durante coletiva de imprensa. A Operação Overclean, iniciada em dezembro de 2024, não aponta relação com o político, conforme decisão do STF divulgada pela imprensa. O postulante afirma que continuará percorrendo o estado com propostas até a votação, marcada para os próximos dias.
Palavras-chave: Bahia, eleição, Operação Overclean, STF, candidatura, campanha.
Bahia – O candidato convocou uma coletiva de imprensa para denunciar ataques à sua candidatura, em um momento próximo à eleição que se aproxima. Em meio à fala, ele descreveu a situação como uma nova tentativa de influenciar o pleito, afirmando que a linguagem pública empregada tenta manchar sua imagem e colocar em xeque sua atuação política. A manifestação ocorreu com o objetivo de esclarecer a posição pública do candidato diante do escrutínio iminente.
Operação Overclean, que teve início em dezembro de 2024, figura entre os pontos centrais do debate. O candidato sustenta que, ao longo de quase dois anos, não houve qualquer indicativo de conduta ilícita que o ligasse aos fatos sob apuração, reiterando não possuir relação com os temas investigados. A defesa do político reforça a linha de defesa de que não há conexão entre ele e as circunstâncias da investigação, segundo a narrativa apresentada pela assessoria.
Ainda conforme informações divulgadas pela imprensa, a decisão do STF que indeferiu o pedido formulado na representação é citada pelo candidato como evidência de inconsistência das insinuações levantadas contra sua atuação. A leitura é de que o tribunal não encontrou embasamento para associar o político aos atos alegados, o que, na visão dele, valida a continuidade de sua campanha sem penalizações diretas decorrentes de tais acusações.
O postulante também usou o tom institucional para defender sua estratégia de campanha. Disse que continuará rodando o estado, apresentando suas propostas de governo e dialogando com a população, até o dia 4 de outubro, quando o eleitor terá oportunidade de expressar sua decisão nas urnas. Em discurso favorable à participação cívica, ele afirmou que não se deixará abalar por pressões externas e que permanece determinado a cumprir seu propósito público de servir à Bahia.

