BRICS 2026: jornalistas de países-membros visitam a sede da CDRI em Nova Délhi

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: Jornalistas de países-membros do BRICS visitaram a sede da Coalizão para Infraestrutura Resiliente a Desastres (CDRI) em Nova Délhi, Índia, nesta sexta-feira, 11, como parte do programa oficial de imprensa que antecede a 18ª Cúpula do BRICS. A CDRI atua para fortalecer infraestruturas contra desastres, com apoio técnico e financeiro. O ciclo de seleção para projetos com execução prevista para 2026 já está encerrado.

Nova Délhi – Jornalistas dos países-membros do BRICS participaram de uma visita à sede da CDRI, a Coalizão para Infraestrutura Resiliente a Desastres, localizada em Nova Délhi, Índia. A agenda faz parte do programa oficial de imprensa que antecede a 18ª Cúpula do BRICS, ampliando o intercâmbio sobre estratégias de proteção de infraestrutura diante de eventos climáticos extremos.

Criada em 2019 por iniciativa da Índia, a CDRI é uma coalizão internacional que reúne governos, organismos internacionais, bancos de desenvolvimento, universidades e representantes do setor privado. Seu objetivo é ajudar países a proteger estradas, pontes, hospitais, escolas, redes de água e energia, entre outras estruturas críticas, tornando-as mais resilientes a desastres.

A atuação da coalizão se apoia no princípio de que infraestrutura resistente deve resistir a eventos extremos, manter serviços durante crises e ser reconstruída rapidamente. Durante o encontro, o diretor-geral da CDRI, Amit Prothi, apresentou a estrutura, os objetivos e os projetos em andamento. Ele ressaltou que a organização não funciona como empreiteira nem executa obras; seu papel é oferecer conhecimento técnico, capacidade técnica, articulação institucional e apoio financeiro para que projetos sejam planejados considerando os riscos regionais.

Entre as iniciativas da CDRI estão estudos e ferramentas técnicas, capacitação de profissionais, apoio à formulação de políticas públicas e mobilização de recursos para projetos de infraestrutura resiliente. A organização destina aproximadamente US$ 100 milhões a projetos de preparação e adaptação, com investimentos de cerca de US$ 400 mil por projeto. Os recursos podem ser aplicados em sistemas de alerta, planejamento urbano, proteção de serviços essenciais e fortalecimento da capacidade de resposta de governos e comunidades.

Segundo a CDRI, cidades e governos locais podem apresentar propostas para avaliação desde que estejam relacionadas à prevenção, à preparação ou à adaptação de infraestrutura para enfrentar desastres. O ciclo de seleção para projetos com execução prevista para 2026 já está encerrado, não havendo disponibilidade para novas inscrições nesse período.

Resumo: Brasil participa de coalizão internacional para reduzir impactos de desastres, com foco na continuidade de serviços básicos. Medidas citadas incluem planejamento de transporte para evacuação de áreas de risco, proteção de redes elétricas para rápida retomada de hospitais e drenagem eficiente para reduzir enchentes. A iniciativa promove troca de experiências entre países e busca adaptar soluções ao clima, geografia e capacidade de resposta, com o Brasil em posição de liderança ao lado da Índia.

O Brasil participa da iniciativa e assume papel de liderança na governança, em parceria com a Índia, contribuindo para a definição de estratégias e de soluções que possam ser aplicadas nos países-membros. A informação é apresentada com base na cobertura do veículo original

Na prática, o trabalho da coalizão busca evitar que um desastre provoque interrupções prolongadas em serviços básicos. Entre as medidas citadas estão um sistema de transporte mais bem planejado para facilitar a retirada de moradores de áreas de risco; uma rede elétrica protegida para acelerar a retomada de hospitais e serviços de emergência; e obras de drenagem adequadas para reduzir os impactos de enchentes.

A organização também promove a troca de experiências entre os países-membros e instituições, com o objetivo de reduzir os impactos sociais e econômicos de enchentes, secas, terremotos, ciclones e outros desastres. A proposta é adaptar soluções às características de cada território, considerando fatores como clima, geografia, nível de desenvolvimento e capacidade de resposta dos governos.

Brasil participa da iniciativa e exerce papel de liderança em sua governança, ao lado da Índia, contribuindo para a definição de estratégias e o desenvolvimento de soluções que possam ser aplicadas nos países-membros.

Observa-se o objetivo de ampliar a resiliência de comunidades frente a eventos extremos, com foco na prevenção, na resposta rápida e na recuperação eficiente de serviços básicos.

Ilustração da cooperação internacional em gestão de desastres

Crédito: Bahia Notícias

Segundo informações divulgadas pelo Bahia Notícias, parceiro do PrimeiroJornal.

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