IA e cuidado multiprofissional fortalecem a reabilitação visual

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: Brasil possui 95 Centros Especiais em Reabilitação (CERs) voltados à autonomia de pessoas com baixa visão ou cegueira, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). Distribuição regional mostra 39 CERs no Sudeste, 31 no Nordeste, 12 no Norte, 9 no Sul e 4 no Centro-Oeste. Técnologias assistivas baseadas em IA ganham destaque no 70º CBO, em Salvador, com alertas sobre vieses de dados e a importância do acompanhamento clínico.

Salvador sedia, até o próximo fim de semana, o 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia (CBO 2026), onde o tema da rede de reabilitação visual ocupa lugar de destaque. O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) enfatiza que o Brasil conta com CERs – Centros Especiais em Reabilitação – voltados à recuperação da autonomia de pessoas com baixa visão ou cegueira, ofertados pelo SUS.

O mapeamento, conduzido pela oftalmologista Karina Eiko Yamashita, aponta a distribuição regional dos CERs: 39 no Sudeste, 31 no Nordeste, 12 no Norte, 9 no Sul e 4 no Centro-Oeste.

A publicação funciona como uma bússola para pacientes e profissionais em busca de atendimento especializado”, avaliou o conselho, ressaltando que o acesso depende de uma rede bem estruturada entre os níveis de atenção do SUS, desde o posto de saúde até os centros de alta complexidade.

Tecnologias assistivas compõem o tema em evidência. O CBO cita a inteligência artificial (IA) como novos aliados no processo de reabilitação visual, com exemplos como bengalas inteligentes que detectam obstáculos por voz e sistemas de audiodescrição que descrevem imagens e ambientes, ampliando a independência do usuário no dia a dia.

“Essas são apenas algumas das novidades disponíveis no mercado”, observou o CBO, destacando avanços que, no entanto, demandam acompanhamento médico constante. O oftalmologista continua a orientar sobre o uso adequado das tecnologias, com base no histórico clínico e no prognóstico de cada condição ocular.

O conselho também alerta sobre riscos éticos da IA aplicada à acessibilidade, como vieses em bases de dados de audiodescrição, que exigem cautela quando o público é vulnerável. A expansão do acesso aos CERs e a vigilância sobre o desenvolvimento das tecnologias assistivas são considerados compromissos que a especialidade não pode abandonar.

A atuação da rede de reabilitação visual e as novas tecnologias integram os debates do 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, que ocorre em Salvador até este sábado (12).

A repórter viajou a convite do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).

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