Resumo: STF determina que a Polícia Federal investigue indícios de crimes envolvendo o Banco Master e concessionárias de cemitérios em São Paulo, incluindo o Grupo Maya; empréstimos de aproximadamente R$ 78 milhões, com garantias em ações e possível ingerência nas decisões; denúncias de cobranças abusivas; prazo de 15 dias para a CVM prestar informações. Não há indicação de investigações contra colegas do STF, segundo Dino.
São Paulo – O ministro do STF Flávio Dino determinou, nesta quinta-feira (17), que a Polícia Federal investigue indícios de crimes envolvendo o Banco Master e concessionárias de cemitérios da capital paulista. A ordem alcança, além da concessionária Cortel, o Grupo Maya (Cemitérios e Crematórios SP), conforme apuração das autoridades.
Documentos indicam que o destinou R$ 78 milhões em empréstimos a empresas do grupo, com garantias em ações e possível ingerência nas decisões da concessionária, em operações que teriam transitado pelas Ilhas Cayman, segundo os documentos.
Dino também destacou denúncias de cobranças abusivas de serviços funerários prestados pelo grupo e estipulou o prazo de 15 dias para a CVM fornecer informações sobre as empresas e fundos envolvidos.
Apesar de mencionar um encontro em 2025 entre o dono do banco, Daniel Vorcaro, e o ministro André Mendonça, bem como a participação do irmão de Mendonça na agência reguladora SP Regula, Dino informou que não houve indicação de investigação contra o colega do STF.

