Resumo: O ministro André Mendonça, do STF, afirmou que sabia que enfrentaria represálias ao levar adiante informações recebidas da Polícia Federal, relacionadas a mensagens envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master. Disse que não teme ataques e seguirá cumprindo seu dever.
Palavras-chave: STF, Mendonça, PF, Banco Master, Moraes
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta quinta-feira, 17 de setembro, que já tinha ciência de que sofreria represálias ao levar adiante informações recebidas da Polícia Federal. O material, apresentado pela PF, traz mensagens de Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, enviadas a um destinatário que, segundo a PF, seria o ministro Alexandre de Moraes.
Em entrevista à Coluna, Mendonça afirmou que não há motivo para temer as pressões. “Nada tenho a temer”, disse, ao justificar que continuará “cumprindo meu dever com serenidade e responsabilidade” mesmo diante de ataques e tentativas de intimidação.
Ele relatou ter sido avisado, de forma implícita e explícita, de que viriam ataques à sua pessoa e a pessoas próximas a ele. A referência às pressões ocorreu em meio à divulgação de mensagens contidas no relatório da PF.
Ao comentar o ocorrido, Mendonça citou o filósofo Arthur Schopenhauer, afirmando que entre as táticas para vencer debates sem ter argumento estão ataques pessoais que, segundo ele, costumam ser injustos, ofensivos e insultantes. O ministro enfatizou que tais ataques não influenciarão seu trabalho institucional.
Apesar do cenário, Mendonça reiterou que continuará desempenhando suas funções com serenidade e responsabilidade, sem ceder às pressões que têm sido alvo de críticas e cobranças públicas.

Crédito: Rosinei Coutinho/STF

