Min. do STF, André Mendonça, negou, em 15 de julho, pedido da PF para novas buscas contra o ex-governador Cláudio Castro, na apuração sobre investimentos da Rio Previdência no Banco Master. PF apontou endereços comerciais no Centro do Rio, imóvel em Petrópolis e dois veículos, além de possível ocultação de provas. Investigações envolvem crimes contra a administração pública, crimes financeiros e lavagem de dinheiro.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, rejeitou, em 15 de julho, o pedido da Polícia Federal (PF) para realizar novas buscas e apreensões contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, no âmbito de investigações sobre supostas irregularidades envolvendo investimentos da Rio Previdência no Banco Master.
A PF havia buscado mandados para uma sala comercial no Centro do Rio, um imóvel em Petrópolis e dois veículos supostamente utilizados pela equipe de Castro. A investigação aponta a existência de um possível esquema envolvendo o controlador do banco, Daniel Vorcaro, além de Castro, Ricardo Siqueira Rodrigues e outras pessoas indicadas pelo então chefe do Executivo fluminense.
Entre as suspeitas constam crimes contra a administração pública, crimes financeiros e lavagem de dinheiro. A PF contava com evidências de que endereços não registrados em nome de Castro teriam sido usados para ocultar documentos, valores ou outros elementos de prova, após uma primeira operação realizada em 26 de maio, conforme os investigadores.
A atuação policial também apontou que o imóvel estava formalmente locado em nome de Albano Batista Filho, corretor imobiliário e vice-prefeito de Petrópolis. A PF pediu ainda autorizações para buscas em residência no complexo Locanda Della Mimosa, em Petrópolis, bem como nos veículos Jeep Commander e Toyota Corolla, além de acesso a celulares, computadores, tablets e dados armazenados em nuvem.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) já se manifestara favorável ao pleito da PF, destacando a pertinência das buscas e do acesso aos equipamentos eletrônicos que pudessem ter relevância para as apurações. No entanto, Mendonça sustentou que a representação policial não apresentou elementos suficientes para justificar uma nova medida invasiva, lembrando que Castro já havia sido alvo de operação anterior e que uma nova diligência exigiria demonstração mais robusta de necessidade.
