Resumo: No STF, ala defende que o PGR Paulo Gonet não atue no caso envolvendo as mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro; a indicação é que o vice-PGR Hindemburgo Chateaubriand assuma a representação da PGR.
Conforme informações do Globo, parceiro do PrimeiroJornal, a posição busca evitar conflitos de atuação da PGR no processo.
Gonet já decidiu o andamento do caso, ao pedir nulidade do relatório da Polícia Federal que descreve a relação entre Vorcaro e Moraes, segundo o material disponível.
Uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) passou a defender que o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, não atue no caso que envolve as mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo informações do Globo, parceiro do PrimeiroJornal, o posicionamento sustenta que o vice-procurador-geral, Hindemburgo Chateaubriand, assuma a representação da PGR no processo, para evitar possíveis conflitos de atuação.
Ainda conforme o material disponível, Gonet já proferiu decisões no andamento do processo. Mesmo tendo sido citado nas mensagens, ele pediu a nulidade do relatório da Polícia Federal que descreve a relação entre o ex-banqueiro Vorcaro e o ministro Moraes.
As mensagens apreendidas pela PF também indicam que Vorcaro mantinha vínculos com Gonet. Em março de 2025, o advogado baiano Ciro Soares, ex-defensor do Banco Master, questionou ao banqueiro se poderia incluir Pedro Gonet, filho do procurador-geral, no grupo que participaria de um evento em Londres. Vorcaro confirmou o convite e, conforme a conversa, arcaria com os custos da viagem do filho de Gonet até a capital britânica.
