Resumo Jornalístico: EUA acusam o Brasil de não enfrentar PCC e CV; documento enviado ao Congresso aponta mudanças políticas na América do Sul; Maduro é citado na Venezuela, com Caracas removida da lista de países que falharam no combate ao narcotráfico; Brasil é colocado em contramão de políticas anti-drogas na região.
Palavras-chave: Estados Unidos, Brasil, PCC, CV, Maduro, narcotráfico, política externa, Congresso.
Estados Unidos — O governo dos EUA declarou, nesta quarta-feira (16), que o Brasil falhou em confrontar as organizações terroristas estrangeiras identificadas como o PCC e o CV. Em uma determinação encaminhada ao Congresso, o presidente Donald Trump afirmou que tais grupos tornaram o país sul-americano um centro de distribuição global de cocaína.
Ainda no trecho sobre a região, o documento menciona mudanças políticas na América do Sul que, segundo o presidente da Casa Branca, criaram oportunidades históricas de cooperação entre os EUA e governos da região. Como exemplo, cita a Venezuela, após a prisão e a destituição, “pelo meu governo”, do ex-ditador ilegítimo e narcotraficante Nicolás Maduro, e determina a retirada de Caracas do rol de países que falharam em combater o narcotráfico.
O documento acrescenta que a Venezuela não é o único alvo da crítica: a seção sobre a Améria do Sul aponta que o Brasil estaria em oposição a muitos governos do Hemisfério Ocidental que “tomam medidas corajosas para reduzir o fluxo de drogas e erradicar os cartéis”. Em tom mais contundente, o texto ressalta que as organizações terroristas brasileiras representam uma ameaça à paz e à segurança mundial, e que o governo brasileiro precisa adotar ações enérgicas para enfrentá-las antes que se espalhem.

