Feridos em conflito com indígenas faziam segurança de fazenda em Porto Seguro

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Os feridos no conflito entre fazendeiros e indígenas no sul da Bahia são dois homens que faziam a segurança particular de uma fazenda, em Porto Seguro. A informação foi confirmada pela Polícia Civil.

Eles deram entrada no Hospital Municipal Frei Ricardo, com escoriações causadas por um conflito com os indígenas. Ainda segundo a polícia, as lesões foram leves e eles já receberam alta hospitalar.

O caso está sendo investigado pela 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Eunápolis), que trabalha para identificar os autores.

Entenda o caso
O clima é de tensão no Sul da Bahia, desde o início da semana. Indígenas afirmam que um grupo armado invadiu um território pataxó. Vídeos feitos pelos moradores mostram a região da aldeia Barra Velha sendo alvo de tiros. Ao CORREIO, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) informou que está apurando o conflito e reforçou o policiamento ostensivo no local. 

Por conta do ataque, cerca de 600 famílias precisaram deixar suas moradias e esconder na mata, segundo Agnaldo Pataxó Hã Hã Hãe, coordenador Geral do Movimento Unido dos Povos e Organizações Indígenas da Bahia (Mupoiba). 

“Por volta das 15h eles me ligaram dizendo que os fazendeiros estavam fazendo um cerco nas aldeias Boca da Mata e Cassiana. Imediatamente fiz contato com as polícias de Salvador e com a Justiça para informar o que estava acontecendo”, disse Agnaldo. 

A disputa entre os indígenas e fazendeiros, por terras demarcadas, já está em processo no Ministério da Justiça e também é investigada pela Polícia Federal. 

Agnaldo Pataxó contou ainda que, ao anoitecer, recebeu novas ligações de membros do Mupoiba, que estão no local, para informar que houve ataques com disparos de arma de fogo e invasão das casas. 

“Me falaram que tinham duas pessoas mortas e alguns parentes feridos. Orientamos que todos eles deixassem suas casas e buscassem proteção em um lugar seguro. Estão todos escondidos na mata. Agora é pedir forças para que não achem e não matem ninguém”, explicou o representante indígena. 

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