Mais de R$ 2 bilhões estão ‘abandonados’ em consórcios por brasileiros, diz BC

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Recursos investidos previamente e agora esquecidos podem envolver rendimentos, juros ou créditos imobiliários ou automobilísticos não utilizados pelos contribuintes ao longo dos últimos meses

Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Nota de R$ 50 sobre fundo branco

Economia brasileira terá um crescimento positivo no Produto Interno Bruto neste ano

O Banco Central (BC) divulgou um relatório nesta sexta-feira, 23, em que informa haver um total de R$ 2,16 bilhões que foram ‘esquecidos’ pelos brasileiros em consórcios ao fim do ano de 2021. Os recursos ‘abandonados’ referem-se ao dinheiro que os contribuíntes investiram e têm o direito de receber, mas não exerceram a opção de sacar o montante. Multas, rendimentos, créditos ou juros não forma utilizados e estão ‘parados’ nas instituições bancárias. No fim do último ano haviam 131 administradoras com grupos de consórcios de maneira ativa, além de R$ 20,7 bilhões em patrimônio líquido ajustado (PLA). Destes, a taxa de inadimplência é de 2,5%. Foram arrecadados R$ 943 milhões com taxa de permanência e permanecem um total de R$ 2,16 bilhões em Recursos Não Procurados (RNP). “Apesar dos impactos na economia causados pela pandemia de covid-19, (…) [os consórcios mostraram] ser uma importante modalidade de financiamento para aquisição de bens, assim como um relevante instrumento de inclusão financeira”, diz trecho do documento produzido pelo Banco Central. Entre os tipos de consórcios ativos em 2021, o principal líder foi o de automóveis, com mais de 4 milhões de cotas ativas com valor de crédito médio de R$ 49 mil. Para motocicletas, até o fim do último não haviam pouco mais de 2 milhões de cotas com um carta média de crédito de R$ 14,8 mil e, em relação aos imóveis, haviam 1,2 milhão de cotas com um valor médio de R$ 165,9 mil.

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