“Saudade sem fim”, diz filha de homem envenenado pela nora em Goiás

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Goiânia – Quase dois meses após perder o pai e a avó envenenados supostamente pela ex-cunhada, a médica Maria Paula Alves, homenageou o pai nas redes sociais. Leonardo Alves, de 58 anos, e a mãe dele, Luzia Alves, de 86, morreram no dia 18 de dezembro, após comerem bolos de pote envevenados.

O caso aconteceu na capital goiana. Na homenagem, Maria Paula compartilhou fotos tiradas com o pai. “Saudades sem fim, papai”, disse ela. Veja o vídeo:

Ex-namorada do filho de Leonardo, a advogada Amanda Partata Mortoza, de 31 anos, se tornou ré pelos crimes de duplo homicídio qualificado e dupla tentativa de homicídio, em Goiânia. Em nota, a defesa dela disse que “em razão da complexidade das imputações” vai se pronunciar somente em juízo.

Ela foi presa dois dias após o crime, e segue detida, mas negou as mortes.

Envenenados: entenda o caso O envenenamento aconteceu no dia 17 de dezembro de 2023, quando Amanda foi até a casa da família do ex-namorado levando um café da manhã, com pão de queijo, biscoitos, suco e bolos de pote. Conforme as investigações, a denunciada fingia que estava grávida do filho de Leonardo e, por isso, era bem aceita e recebida na família.

Antes do crime, segundo as investigações, a advogada comprou 100 ml de um veneno e aplicou em dois bolos de pote. De acordo com a perícia, a quantidade era suficiente para matar várias pessoas. Ainda de acordo com a perícia, a substância, que não teve o nome revelado, não era um pesticida.

Em depoimento, o tio do ex-namorado de Amanda, de 60 anos, afirmou que se recusou a comer o bolo de pote oferecido pela advogada porque perderia o apetite para o almoço. Já o marido de Luzia, de 82 anos, disse que não comeu por ter diabetes.

De acordo com o delegado Carlos Alfama, Amanda teria cometido o crime motivada pelo sentimento de rejeição após o fim do relacionamento, com o filho da vítima, que durou cerca de um mês.

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