Dólar encerra o dia cotado a R$ 5,4962, em queda de 0,34%, apesar de tensão Irã-Israel

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O valor do dólar apresentou a quinta queda consecutiva no mercado nacional nesta segunda-feira (12), encerrando o dia abaixo de R$ 5,50 pela primeira vez desde meados de julho. O real se destacou entre as moedas latino-americanas, porém seu desempenho foi parcialmente afetado pelo aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. A moeda abriu o dia em queda significativa, tendo atingido o mínimo de R$ 5,4729 ao final da primeira hora de negociações. Ao final do pregão, o dólar à vista fechou cotado a R$ 5,4962, representando uma queda de 0,34%. Nos últimos cinco dias úteis, a moeda acumulou uma desvalorização de 4,27%, reduzindo os ganhos no ano de mais de 17% para 13,24%.

No período da tarde, surgiram notícias sobre um possível ataque iminente do Irã contra Israel em retaliação à morte de um líder do grupo terrorista Hamas em solo iraniano. Isso levou o dólar à vista a operar momentaneamente em terreno positivo, alinhado com a queda do apetite por riscos no mercado internacional. O valor máximo atingido foi de R$ 5,5229. Pela manhã, durante um evento na Fundação Getulio Vargas (FGV) em São Paulo, Campos Neto afirmou que, independentemente de quem venha a ser seu sucessor no Banco Central, a instituição se compromete de forma incontestável a manter a inflação dentro das metas estabelecidas.

No período da tarde, durante um evento da Warren Investimentos, Galípolo expressou satisfação com a reação do mercado às declarações feitas na quinta-feira passada (8), onde afirmou não ver motivo para a percepção de que os diretores indicados pelo governo atual não podem elevar os juros. Ele reforçou que o aumento da taxa Selic está sendo considerado pelo Banco Central, mas ressaltou que as próximas decisões dependerão dos indicadores econômicos.

No cenário internacional, o índice DXY – um termômetro do comportamento do dólar ante uma cesta de seis divisas fortes – operou estável ao longo do dia. A moeda americana, no entanto, ganhou força em relação ao iene, que estava perdendo parte de seus ganhos recentes. O enfraquecimento do iene e a diminuição dos temores de recessão nos EUA teriam contribuído para a valorização do real nos últimos dias.

Os investidores estão aguardando a próxima rodada de indicadores econômicos dos Estados Unidos, especialmente o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês), que será divulgado na quarta-feira (14), para ajustarem suas projeções sobre os próximos passos do Federal Reserve.

*Com informações do Estadão Conteúdo
Publicado por Carolina Ferreira

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