Dólar tem leve alta com dados fortes nos EUA e ruídos políticos

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Após oscilações durante o dia, o dólar à vista apresentou um leve aumento nas últimas horas de negociação, encerrando o pregão desta quinta-feira (15) em território positivo, mas ainda abaixo de R$ 5,50. De acordo com especialistas, a queda do real está relacionada a ajustes habituais após um período de valorização significativa e à recomposição parcial de posições defensivas, motivada pelo aumento das incertezas políticas locais. Internacionalmente, o dólar valorizou em relação a moedas fortes e a maioria das moedas emergentes e de países exportadores de commodities, embora tenha recuado em comparação com pares do real, como o peso mexicano e o rand sul-africano. No campo das commodities, os preços do petróleo subiram mais de 1%. Já os preços do minério de ferro recuaram mais de 2%, atingindo o patamar mais baixo desde novembro de 2022, devido a resultados negativos de siderúrgicas e do setor imobiliário na China.

As taxas dos Treasuries avançaram de forma generalizada, após dados de varejo acima do esperado e números de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA que diminuíram os receios de uma desaceleração brusca da atividade econômica e, consequentemente, reduziram as expectativas de cortes agressivos de juros pelo Federal Reserve neste ano.

Com mínimo de R$ 5,4513 pela manhã e máximo de R$ 5,4938 à tarde, o dólar à vista fechou o dia cotado a R$ 5,4838, com uma alta de 0,27%. Apesar de dois dias consecutivos de ganhos, a moeda ainda está em queda na semana (-0,57%). No acumulado do mês, a desvalorização chega a 3,03%.

Em Brasília, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), informou o adiamento da votação do projeto de desoneração para a próxima terça-feira, 20. O relator do projeto, senador Jacques Wagner (PT-BA), anunciou que uma nova versão do texto será apresentada na segunda-feira, 19. Dois pontos polêmicos na proposta são a exigência de que as empresas se comprometam a manter o mesmo número de funcionários e o aumento de 15% para 20% na cobrança de Imposto de Renda sobre Juros sobre Capital Próprio (JCP).

Além disso, há um impasse na relação entre o governo e as lideranças partidárias depois que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a execução de todas as emendas impositivas até que o Congresso resolva questões de transparência, rastreabilidade e eficiência. Segundo informações do Broadcast Político, os ministros do STF devem discutir o assunto ainda hoje.

Operadores mencionaram também que a Receita Federal conseguiu até o momento a adesão de 17 contribuintes às condições especiais de pagamento estabelecidas na lei do Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf). O órgão estima arrecadar R$ 87 milhões com esses acordos, um valor muito aquém das expectativas do Ministério da Fazenda, que esperava um maior número de adesões para impulsionar as receitas e atingir as metas fiscais.

*Com informações do Estadão Conteúdo

Publicado por Tamyres Sbrile

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