No dia 12 de dezembro, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) emitiu um mandado de reintegração de posse da Igreja Bola de Neve. Isso ocorreu após a acusação de invasão da sede religiosa por parte da pastora Denise Seixas, ex-esposa do líder Rinaldo Luiz de Seixas Pereira, conhecido como apóstolo Rina.
O conselho administrativo da igreja alegou que Denise tentou assumir a presidência, levando-os a entrar com um processo para impedi-la de permanecer no local. Agora, ela terá 15 dias para apresentar sua defesa.
A juíza Isabela Canesin, da 12ª Vara Cível, autorizou o “arrombamento, se necessário”, e solicitou a presença da Polícia Militar de São Paulo durante o cumprimento da ordem.
Invasão da pastora
No dia 18 de novembro, o conselho da Bola de Neve elegeu Gilberto Custódio de Aguiar como vice-presidente interino e entrou com uma ação de reintegração de posse acusando Denise de invadir a igreja. A defesa alegou que ela agiu de forma agressiva, demitindo funcionários e intimidando colaboradores.
Um vídeo mostra Denise dentro da igreja no dia 29, conversando brevemente com dois homens. Ela deixou o local no mesmo dia, mas o conselho busca provar que sua presença não é válida.
Renúncia ao comando da Bola de Neve
Em agosto deste ano, Denise renunciou ao cargo de vice-presidente da instituição no acordo de divórcio com Rina. O documento foi assinado antes do falecimento do ex-marido em um acidente de moto. Durante o velório, uma minuta de renúncia não assinada por Denise gerou confusão.
O acordo mostrava que ela concordou em renunciar ao cargo de vice-presidente, permanecendo como cofundadora e pastora, recebendo uma remuneração mensal e plano de saúde.
A defesa de Denise destacou que a minuta de divórcio não foi formalizada judicialmente, já que as partes estavam separadas de fato e discutiam uma possível reconciliação.
