Gêmeas do crime brigaram por dinheiro e chegaram a se bloquear no zap

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As irmãs gêmeas Ana Paula Veloso Fernandes e Roberta Cristina Veloso Fernandes estão no centro de uma investigação que apura pelo menos quatro homicídios por envenenamento. Um dos casos mais notórios é o de Neil Corrêa da Silva, de 65 anos, que morreu após ingerir feijoada supostamente envenenada. A Polícia Civil revelou que as irmãs chegaram a se bloquear no WhatsApp após desentendimentos sobre a divisão de valores recebidos após a morte de Neil.

O caso, que ocorreu em abril no Rio de Janeiro, fez com que Ana Paula enviasse mensagens para Roberta, afirmando que tinha o “valor em espécie” guardado. Roberta, chateada, respondeu que Michele, filha de Neil, havia dado o dinheiro e que Ana estava mantendo tudo para si.

Após esse desentendimento, as irmãs se desconectaram temporariamente, mas retomaram o contato. Atualmente, ambas estão detidas, assim como a filha da vítima. O advogado das gêmeas não se manifestou até o momento.

Como tudo começou

De acordo com as investigações do 1º Distrito Policial de Guarulhos, Ana Paula viajou até Duque de Caxias (RJ) para executar o crime a pedido de sua filha, Michele Paiva da Silva. Em um áudio enviado a Roberta, Ana descreveu como tentou misturar veneno na feijoada, mencionando que Neil ingeriu apenas duas colheres antes de se sentir mal e morrer.

As investigações apontam que Ana Paula não agiu sozinha, sendo acusada de um esquema de assassinatos encomendados. Ela utilizava o termo TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) para se referir aos crimes e estipulava preços, começando em R$ 4 mil por “serviço”.

Roberta aparece como consultora da irmã, cuidando da parte financeira e ensinando como se comunicar com segurança para evitar rastros digitais.

As vítimas

  • Marcelo Hari Fonseca — encontrado morto em 31 de janeiro em Guarulhos, após desentendimentos que envolviam o controle de um imóvel.
  • Maria Aparecida Rodrigues — morta entre 10 e 11 de abril em Guarulhos. O crime ocorreu para incriminar um ex-amante de Ana.
  • Neil Corrêa da Silva — falecido em 26 de abril no Rio de Janeiro, envenenado pela feijoada. Michele, sua filha, também está presa por supostamente encomendar o crime.
  • Hayder Mhazres — morto em 23 de maio em São Paulo, e segundo as denúncias, Ana teria oferecido uma bebida adulterada.

Roberta também teria ajudado a ocultar provas, queimando um sofá onde o corpo de Marcelo foi encontrado. As investigações seguem, com o juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo centralizando todos os processos em Guarulhos.

Próximos passos da investigação

Ana Paula está presa desde 4 de setembro, sendo considerada uma “serial killer” devido à natureza premeditada dos crimes. Roberta também está sob investigação, com depoimentos marcados para explorar sua participação. A polícia planeja realizar exumações, perícias e análises financeiras para descobrir mais sobre a rede de assassinatos.

Esse caso levanta questões alarmantes sobre as dinâmicas familiares e os limites que algumas pessoas podem cruzar. O que você acha sobre essa situação? Deixe sua opinião nos comentários.

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